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"Sempre ralei bastante", diz Carol Castro

08 de outubro de 2004 14h12

Carol Castro está realizada com o seu trabalho em  Senhora do Destino. Foto: Jorge Rodrigues Jorge/TV Press

Carol Castro está realizada com o seu trabalho em Senhora do Destino
Foto: Jorge Rodrigues Jorge/TV Press

A atriz Carol Castro garante que não ficou nem um pouco chateada quando o diretor Wolf Maya sugeriu que ela trocasse de personagem com Maria Maya. Escalada inicialmente para fazer a desinibida Regininha, a então madrinha de bateria da Unidos de Vila São Miguel, ela achava a personagem um tanto parecida mesmo com a atrevida Gracinha, de Mulheres Apaixonadas.

Leia o resumo de Senhora do Destino

Por isso, ficou radiante quando soube que interpretaria a tímida Angélica, a órfã que, logo no início da trama, foi tida como Lindalva, a filha seqüestrada de Maria do Carmo, personagem de Suzana Vieira. "Fiquei feliz com a mudança. A Angélica é uma autêntica boa moça, bem diferente da Gracinha. Por isso mesmo, tenho de tomar cuidado. Não quero que o público veja ela como a 'coitadinha das oito'", ressalva.

Ultimamente, Angélica tem sido assediada pelo caçula da família de Do Carmo. O mulherengo Plínio, vivido por Dado Dolabella, quer porque quer levá-la para a cama ¿ ou para o sofá, ou até mesmo para o armário embutido. A moça, porém, já avisou: só se entregará ao rapaz depois de subir ao altar. "Se ela der agora o que ele está pedindo, como é que fica depois? Ela não quer ser apenas mais uma na vida dele", esclarece a atriz.

A estratégia, no entanto, parece ter dado certo. Afinal, Plínio não só ficou noivo de Angélica, como também já marcou a data do casório. Nas ruas, algumas telespectadoras mais salientes já começaram a repercutir com Carol se ela realmente acha que Angélica vai conseguir colocar Plínio nos "eixos". "E por que não? Ela está fazendo tanto doce... Os homens gostam disso. Tudo que é muito fácil, às vezes, perde a graça...", diverte-se a atriz.

Mas a felicidade de Angélica em Senhora do Destino não vai durar muito. Primeiro, ela leva um susto quando Iara, personagem de Helena Ranaldi, resolver dar as caras, grávida de Plínio. "Com certeza, a Angélica vai sofrer horrores. Mas ainda não sei o que vai acontecer. Estou tão curiosa quanto o público", desconversa.

Ainda atordoada com o reaparecimento de Iara, que reivindica uma polpuda pensão de Do Carmo, Angélica vai sofrer outro baque também quando Lindalva, interpretada por Carolina Dieckmann, finalmente, voltar para casa. A expectativa é que Angélica e Lindalva entrem em confronto pelo amor de Do Carmo. "Se isso realmente acontecer, o público vai adorar ver a gente batendo de frente de novo. O pessoal gosta de ver o circo pegar fogo, não?", indaga ela, brincalhona.

E se gosta... Até pouco tempo, Angélica ainda ouvia gracejos nas ruas por conta de sua personagem em Mulheres Apaixonadas. Na trama de Manoel Carlos, a então estreante em tevê cumpriu a ingrata tarefa de separar o meloso casal Cláudio e Edwiges, formado por Erik Marmo e Carolina Dieckmann. Filha da empregada da família do rapaz, Gracinha só queria mesmo era aplicar o tão manjado golpe da barriga... "É claro que eu torcia para que tudo desse certo. Só que tudo deu muito certo, até mais rápido do que eu imaginava. Era um papel pequeno, que cresceu à beça", espanta-se a atriz.

Deu tão certo que, com apenas 20 anos, Carol Castro já está em sua segunda novela das oito. "Nada é tão fácil quanto parece. Depois de Mulheres Apaixonadas, não fiquei de braços cruzados. Sempre ralei bastante...", enfatiza. A última "ralação" de Carol, inclusive, foi internacional. Entre uma novela e outra, a atriz passou dois meses na Argentina filmando Perigosa Obsessão, de Raúl Rodríguez Peila.

Na "película", Carol interpreta Marina, uma mulher para lá de misteriosa que se envolve num intricado "thriller" policial. "O filme era todo falado em espanhol. Eu não falo patavina, mas resolvi arriscar assim mesmo", diverte-se.

Apesar de modesta, a co-produção Brasil/Argentina desperta na atriz o tão cobiçado sonho de, quem sabe, seguir carreira no exterior. "Por que sonhar pequeno, não é mesmo? Vamos sonhar grande! Como boa pisciana, sempre sonhei bastante...", confessa a moça, esbanjando autoconfiança.

Refúgio familiar
A carioca Carolina Osório de Castro só tinha cinco anos quando seus pais, o ator Lucca de Castro e a terapeuta corporal Cecília Castello Branco, se separaram. Logo, ela se mudou com a mãe para Natal, onde morou por quatro anos com os avós maternos. Lá, descobriu a vocação para esportes, como o "morey boogie", que pratica desde os seis anos. "Apesar do corre-corre, gosto de ir à praia. Nem que seja para me energizar...", ressalta.

Quando completou nove anos, Carol passou um tempo com o pai, no Rio. Foi então que estreou nos palcos ao lado dele, que integrava a trupe teatral Terror na Praia, que fazia sátira de clássicos do gênero, como Drácula, de Bram Stoker, e Frankenstein, de Mary Shelley. "Desde cedo, conheci o lado bom e o ruim do teatro. Afinal, acontece de tudo na coxia. De falta de grana a briga de egos", entrega a moça.

Nessa época, Carol fez a primeira de suas duas tatuagens: a águia que traz no tornozelo. "Águia é sinônimo de liberdade", explica. Então com 10 anos, teve de pedir autorização à mãe, que tinha quatro delas espalhadas pelo corpo. Com a mãe, Carol passou também a gostar de tarô, I-Ching, numerologia, ioga... "Se todas as pessoas fizessem ioga, o mundo seria bem menos estressado e violento do que é hoje", crê.

A segunda tatuagem, a tribal na barriga, Carol fez aos 14 anos, quando morou em Bauru, no interior de São Paulo, numa república com uma irmã e três amigas. Na época de Mulheres Apaixonadas, não teve quem não reparasse na inusitada tatuagem que a moça ostenta na barriguinha. "A tatuagem agradou em cheio aos diretores da Globo. Por conta disso, eu só usava shortinho e biquininho em cena. Eles adoravam!", diverte-se, saliente.

Instantâneas
# Com o sucesso em Mulheres Apaixonadas, Carol foi logo convidada para enfeitar as páginas da Playboy. A moça, no entanto, só aceitou fazer a revista VIP.
# Antes de filmar Perigosa Obsessão, Carol Castro participou de dois filmes brasileiros: O Caminho das Nuvens, de Vicente Amorim, e Um Sonho de Verão, de Moacyr Góes.
# Na adolescência, Carol fez balé, ginástica olímpica e jazz. "Só parei com a ginástica olímpica porque ouvi dizer que retarda o crescimento", confessa. Hoje, pratica ginástica e musculação.
# Na época de Mulheres Apaixonadas, Carol Castro dispensou a dublê numa cena em que Gracinha tinha de voar de asa-delta com Cláudio. "Adoro sentir friozinho na barriga!", brinca.

TV Press