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Vigilância sanitária interrompe engarrafamento da Ambev no MA

16 de julho de 2009 08h06

Eveline Cunha
Direto de São Luís
Especial para o Terra

Parte da fábrica da Ambev em São Luís, no Maranhão, foi interditada pela vigilância sanitária, na quarta-feira. Em uma fiscalização foram encontradas irregularidades em relação à higiene e segurança na cervejaria que produz para abastecer os mercados do Maranhão, Pará e Amapá.

A fiscalização na fábrica Equatorial, que funciona no Distrito Industrial de São Luís, foi organizada pelo Ministério Público Estadual. A promotora de Defesa do Consumidor, Lítia Cavalcanti, disse que havia recebido e confirmado, por meio do Instituto de Criminalística (Icrim), denúncias de que foram encontrados insetos em garrafas de cervejas Skol e Brahma.

Em nota, a assessoria de comunicação da Ambev disse que "não recebeu nenhum documento de interdição da filial Equatorial, que atualmente opera com licença sanitária e alvará do Corpo de Bombeiros absolutamente atualizados e em vigor". A nota diz ainda: "reiteramos que nossa operação atua sob os padrões internacionais de produção e que nossos produtos têm total garantia de qualidade".

"A inspeção só confirmou a causa da presença dos insetos nas garrafas: a sujeira no setor de engarrafamento. Temos que garantir um produto de qualidade, de acordo com as especificações apresentadas no rótulo", explicou a promotora.

Além de sujeira, o Corpo de Bombeiros - que também estava na fiscalização - constatou a falta de equipamentos de segurança na fábrica e ausência de sinalização para saídas de emergência.

Os bombeiros deram um prazo de dois dias para que a empresa resolva os problemas. Mesmo assim, a promotora disse que comunicará à Procuradoria Regional do Trabalho sobre as irregularidades as quais os operários da fábrica estão submetidos.

Ficará interrompido até que seja solucionado o problema de higiene na fábrica o setor de engarrafamento dos frascos de 600ml das cervejas Antártica, Brahma e Skol. Já os setores de chop e lata continuam com a produção normal.

A promotora Lítia Cavalcanti informou que o Ministério Público aguardará os relatórios oficiais do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária para anunciar as medidas judiciais contra a Ambev.

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Divulgação
Segundo o Ministério Público, o setor de engarrafamento possui sujeira

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