Zelaya pede a Exército que baixe as armas em Honduras

06 de julho de 2009 • 01h30 • atualizado em 07 de julho de 2009 às 12h16

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pediu às Forças Armadas de seu país que "baixem seus rifles e não os apontem contra meus irmãos", ao condenar, nesta segunda-feira, a morte de uma pessoa em Tegucigalpa. Zelaya fez o apelo em El Salvador

"Apelo às Forças Armadas de Honduras que baixem seus rifles", declarou Zelaya em entrevista coletiva junto aos presidentes da Argentina, Cristina Kirchner; Equador, Rafael Correa; Paraguai, Fernando Lugo; e El Salvador, Mauricio Funes.

Zelaya lamentou a morte de um jovem, no que descreveu como repressão contra uma manifestação pacífica, ao mesmo tempo em que se solidarizou com a família da vítima e as dos feridos.

O chefe deposto de Estado se pronunciou após os fatos registrados hoje em Tegucigalpa, onde seu avião não conseguiu aterrissar depois que militares obstruíram a pista do aeroporto Toncontín.

Durante a entrevista coletiva o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse que o órgão está disposto a "usar todos os meios diplomáticos possíveis para restabelecer o presidente Zelaya".

"Quero dizer que como secretário-geral da OEA estou disposto a seguir adiante com todas as gestões diplomáticas para obter nosso objetivo que não é uma intervenção, é um objetivo simplesmente de cumprir as normas que todos os países adotaram", assegurou.

Ele assinalou que a Carta Democrática Interamericana foi "assinada livremente por todos os países da região" e insistiu em qualificar como "uma ruptura grave da ordem constitucional" o ocorrido em Honduras.

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