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Casa & Vídeo pede recuperação judicial

12 de fevereiro de 2009 11h47

A Casa & Vídeo, uma das principais redes varejistas do Rio de Janeiro, entrou, na última sexta-feira, com pedido de recuperação judicial na 5ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Segundo informações do tribunal fluminense, a juíza Maria da Penha Nobre Mauro, responsável pelo processo, enviou o pedido ao Ministério Público Federal (MPF) e aguarda seu parecer para decidir se aceita ou não a recuperação judicial.

Se a medida for aceita, a empresa ganha uma blindagem e por 180 dias os credores não podem pedir a sua falência. O plano de recuperação, no entanto, tem que ser aceito pelos credores, pelo contrário a empresa vai diretamente para falência. A varejista foi procurada, mas não foi localizada para comentar o pedido.

Os problemas financeiros da Casa & Vídeo começaram em novembro do ano passado quando foi deflagrada a Operação Negócio da China, pela Polícia Federal (PF) com o apoio do MPF. A empresa é acusada de fraudes nas importações, contrabando, prática de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. À época, 13 pessoas foram presas, entre elas Luigi Fernando Milone e Attílio Milone, apontados como sócios da empresa.

De acordo com informações da Receita Federal divulgadas na ocasião, o grupo pode ter sonegado R$ 100 milhões em impostos nos últimos dois anos. E os equipamentos apreendidos seriam suficientes, ainda segundo a PF, para encher 80 carretas.

Durante as investigações, iniciadas há cerca de dois anos, a polícia verificou que o grupo fazia um planejamento de compras com exportadores da China. Essas mercadorias eram importadas por outras empresas ligadas à rede varejista, sem pagar os impostos que incidem neste tipo de operação, como o Imposto por Produto Industrializado (IPI). Além disso, o valor que constava nas notas fiscais pela importação das mercadorias era subfaturado.

Depois de deflagrada a operação, a empresa chegou a anunciar a demissão de 1,6 mil funcionários, de um total de 6 mil trabalhadores. A rede varejista tem cerca de 70 lojas no País e faturamento estimado em R$ 1,5 bilhão. Desde a Operação Negócio da China, no entanto, o faturamento da empresa começou a cair o que levou aos atuais problemas financeiros e ao pedido de recuperação judicial.

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