Bolsas da Ásia atingem patamar mais alto em dois meses

07 de janeiro de 2009 • 08h08 • atualizado às 08h08

Kevin Plumberg

São Paulo


As bolsas de valores da Ásia atingiram o patamar mais alto em dois meses nesta quarta-feira, inspiradas por expectativas de que grandes gastos governamentais por parte dos Estados Unidos e corte de impostos continuarão a dar apoio ao dólar e a estimular a demanda por exportações.

O ciclo de ganhos foi o mais longo desde outubro de 2007, e se apoiou em uma retomada em Wall Street e na contínua melhora nos spreads de crédito asiático classificado como grau de investimento. A melhora acontece em um momento em que bancos centrais cortam taxas de juros e injetam dinheiro em setores problemáticos da economia para diminuir os danos oriundos da crise financeira.

O índice MSCI que reúne bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, que chegou mais cedo a exibir alta de 1,45 por cento, exibia às 7h55 (horário de Brasília) leve recuo de 0,13 por cento.

A bolsa de TÓQUIO fechou em alta de 1,74 por cento, em uma tentativa de conseguir pela primeira vez desde abril de 2006 uma sequência de sete dias de ganhos.

Ações de bancos de pequeno porte receberam impulso com notícia de que o governo poderá injetar dinheiro em bancos regionais.

Um rali no começo do dia na bolsa de HONG KONG não se manteve e o índice Hang Seng terminou negativo, com desvalorização de 3,4 por cento. O indicador foi pressionado por queda de 5,2 por cento nas ações do China Construction Bank. A valorização ocorreu após notícias de que o Bank of America está vendendo uma porção da instituição com desconto.

Também em desvalorização, o índice da bolsa de CINGAPURA terminou em queda de 1,7 por cento, enquanto o declínio no mercado de XANGAI, na China, foi de 0,7 por cento.

Na direção oposta, o principal indicador da bolsa de SEUL teve valorização de 2,8 por cento, enquanto em TAIWAN a alta foi de 1,3 por cento. Em SYDNEY, a bolsa subiu 1 por cento.

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