G7 adota plano de ação contra crise financeira

10 de outubro de 2008 • 22h44 • atualizado às 22h44

WASHINGTON, 10 Out 2008 (AFP) - O Grupo dos Sete Países mais Industrializados adotou nesta sexta-feira, em Washington, um "plano de ação" para combater a crise financeira mundial, que emprega "todas as ferramentas disponíveis" para apoiar as principais instituições e evitar sua falência.

"O G7 concorda que a atual situação exige uma ação urgente e excepcional", destaca um comunicado do Tesouro dos Estados Unidos.

"Nos comprometemos a prosseguir trabalhando juntos para estabilizar os mercados financeiros, restaurar o fluxo de crédito e apoiar o crescimento econômico global", destaca o comunicado do G7, grupo integrado por Alemanha, Canadá, EUA, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão.

O projeto prevê a adoção de "todas as medidas necessárias para desbloquear o crédito e os mercados monetários" para que os bancos tenham amplo acesso à liquidez.

O plano pretende utilizar "todos os instrumentos à disposição" para impedir a quebra dos principais bancos, cuja falência teria repercussões sobre todo o sistema financeiro.

O G7 também se compromete a fazer o necessário para desbloquear o mercado de crédito hipotecário e destaca a necessidade de se conceder aos bancos a capacidade de elevar seu capital junto aos setores público e privado, visando restabelecer a confiança.

O projeto também visa a assegurar que os respectivos seguros nacionais de depósitos e programas de garantias sejam suficientemente robustos e consistentes para que os pequenos correntistas mantenham a confiança no sistema.

Segundo os ministros da Economia e presidentes dos Bancos centrais do G7, "as ações deverão ser adotadas de forma que protejam os contribuintes e evitem os efeitos potencialmente prejudiciais em outros países".

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse que agora há um plano "agressivo" para enfrentar a crise que derruba as Bolsas mundiais.

"Concluímos um plano de ação agressivo para enfrentar a agitação nos mercados financeiros mundiais e as preocupações em nossas instituições financeiras", declarou Paulson, após a reunião dos ministros das Finanças do G-7 e dos diretores dos principais bancos centrais do mundo.

"Esse plano de ação fornece um marco coerente que nos levará (...) a injetar liquidez nos mercados, fortalecer as instituições financeiras, proteger os poupadores e reforçar as proteções dos investimentos", completou a nota.

afp/tt/LR

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