O índice de preços no varejo da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) desacelerou, passando da alta de 1,25% em junho para 0,45% em julho. Com isso, o índice acumula 3,95% de elevação ao longo do ano e 5,95% com relação a julho a igual mês de 2007.
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Dos 21 grupos analisados, apenas cinco tiveram queda no período, segundo a Fecomercio-SP: vestuários, tecidos e calçados (0,25%), eletroeletrônicos e outros (1,46%), drogarias e perfumarias (0,09%), brinquedos (0,48%) e autopeças e acessórios (0,61%).
Por outro lado, as atividades de supermercados (1%), açougues (2,36%), veículos (0,42%), combustíveis e lubrificantes (0,56%) e padarias (0,40%) foram as responsáveis pelas maiores pressões nos preços de julho.
O segmento de supermercados, que possui maior representatividade na composição geral do índice, teve a sua 4º elevação consecutiva e registrou alta de 1% em julho, ante o incremento de 2,67% visto em junho. No ano, acumula alta de 6,93%.
Conforme análise da entidade, mesmo com a redução no ritmo de crescimento alguns produtos alimentícios ainda fazem com que os preços do segmento continuem registrando variações positivas.
Este comportamento pode ser explicado por conta da elevação dos preços das commodities, devido a um descompasso entre oferta e demanda global, principalmente as agrícolas, e que traz reflexos nos preços dos alimentos no mercado interno.
As principais pressões foram percebidas, de acordo com o índice, em derivados animais, dentre eles a carnes bovinas (3,51%), derivados da carne (3,52%), carnes suínas (3,64%), aves (4,73%) e legumes (6,90%). Por outro lado, os preços de verduras (-3,69%), tubérculos (-3,60%), ovos (-2,28%) e frutas (-0,24%) recuaram, invertendo a tendência que vinham descrevendo até junho.
O setor de açougues, após uma alta considerável de 8,65% em junho, arrefeceu sua trajetória, acusando alta de 2,36% em julho. Ainda assim, os preços da atividade acumulam 11,65% nos primeiros sete meses do ano e 34,83% em 12 meses.
Para a Fecomércio, o segmento enfrenta maiores custos na cadeia produtiva por conta dos preços do milho e da soja, que são utilizados como ração animal. As variações mais relevantes foram percebidas em: carnes bovinas (1,64%), carnes suínas (4,37%) e aves (5,57%).
O setor de veículos teve em julho elevação de 0,42%, ante incremento de 0,32% em junho. No ano, a atividade acumula alta de 1,63%. As vendas continuam bastante aquecidas devido as opções de pagamento cada vez mais alongadas e facilitadas, o que faz que os preços sejam levemente pressionados. Veículos novos subiram 0,66% e usados, 0,21%.
Já o grupo de combustíveis e lubrificantes também apresentou elevação em julho (0,56%), mas no ano ainda acumula variação negativa de 0,20%. As principais variações foram no subgrupo de combustíveis (0,51%) e lubrificantes e óleos (2,25%).
A atividade de padarias encerrou julho com elevação de 0,40% e o resultado acumulado no ano seja positivo em 10,32%; bebidas subiu 1,37%; frios e laticínios, 0,56%; doces (0,45%) e panificados (0,14%).
Por outro lado, a atividade de eletroeletrônicos manteve trajetória descendente, influenciada pela desvalorização do dólar, e apresentou a 18º redução consecutiva. Em julho, registrou variação negativa de 1,46% ante a queda de 0,88% vista em junho. No acumulado do ano tem queda de 8,52%, a maior queda dentre todos os grupos pesquisados.
As quedas mais relevantes foram em telefonia (-0,87%), produtos de imagem e som (-1,23%) e informática (-2,26%).
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