FGV: itens da feijoada têm maior alta desde 2003

23 de julho de 2008 • 14h01 • atualizado às 14h01

Um dos pratos mais populares do País, a feijoada teve a maior elevação média nos preços de seus componentes desde 2003. Segundo estudo do economista André Braz, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), nos últimos 12 meses encerrados em junho, a variação média dos componentes da feijoada subiu 24,46%, ante variação de 5,96% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

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Em 2003, os 13 itens estudados na "cesta da feijoada" tiveram alta média de 35,96%, ante inflação de 16,12%. A alta dos dois principais itens do prato nos últimos sete anos - feijão preto (248,42%) e arroz (146,76%) - também foi superior à variação do IPC no período, de 69,41%.

No entanto, Andre Braz ressaltou que sete produtos pesquisados registraram taxas abaixo da inflação acumulada de 2001 a junho de 2008. Entre eles estão cerveja, lombinho de suíno, couve, carne defumada e lingüiça. Além do feijão e do arroz, ficaram acima da inflação a laranja pêra (145,49%), farinha de mandioca (120,69%), carne seca (106,86%) e costelinha de suíno (101,89%).

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