Motorola quer ampliar exportações no Brasil

24 de junho de 2008 • 19h36 • atualizado às 19h36

Apesar do dólar enfraquecido diante do real e da perspectiva de que a moeda norte-americana se mantenha depreciada, a Motorola, hoje a maior exportadora de celulares do País, pretende manter no mínimo estável a receita das vendas externas.

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Segundo o presidente da subsidiária brasileira da companhia, Enrique Ussher, "o dólar é um desafio constante", mas a unidade da empresa, instalada em Jaguariúna (SP), tem se adaptado.

De acordo com o executivo, "o dólar está enfraquecido mundialmente" e, por isso, a companhia tem se empenhado em manter os custos sob controle e a produtividade em alta para não reduzir a receita gerada com vendas externas de aparelhos.

A fábrica de Jaguariúna é considerada a plataforma de exportação da Motorola e, por isso, a empresa não tem planos de reduzir o volume exportado a partir daqui, mesmo com a moeda desfavorável.

Segundo dados da própria empresa, em 2007 a Motorola exportou o equivalente a US$ 1,33 bilhão em celulares a partir de Jaguariúna. "Cresceu pouco sobre o ano anterior, foi quase estável", afirmou Ussher.

Nos cinco primeiros meses de 2008, a fabricante novamente conseguiu uma ligeira elevação. O faturamento com exportações foi de US$ 531 milhões, com o acréscimo de US$ 1 milhão sobre os US$ 530 milhões gerados no mesmo intervalo de 2007.

No mesmo período, a indústria como um todo gerou US$ 885 milhões com a venda externa de celulares, mas o montante representa queda de 1% sobre a receita do mesmo período do ano passado, segundo números divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Os números da entidade mostram que a Motorola respondeu por 60% das exportações de telefones móveis de todo o País entre janeiro e maio.

A Abinee também mostrou que a importação de aparelhos triplicou no período, para US$ 285 milhões, mas Ussher salientou que "a estratégia da Motorola não é importar o celular pronto", com exceção de aparelhos que ainda não tenham escala econômica suficiente para serem nacionalizados.

A fábrica da empresa foi instalada no Brasil em 1996 e, desde então, os investimentos somam US$ 550 milhões, de acordo com a Motorola.

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