WASHINGTON, 22 Maio (AFP) - Produzir etanol a partir do milho, e principalmente do milho subsidiado como fazem os Estados Unidos, é "uma barbaridade", afirmou o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, que durante a próxima assembléia do organismo na Colômbia pedirá que se "concentrem esforços" entre diferentes agências mundiais para solucionar a crise dos alimentos.
Insulza disse que o problema do acesso aos alimentos "poderia acontecer em outros países do continente", principalmente quando se une a falta de alimentos e a falta de petróleo.
"Não há dúvida" de que os subsídios à agricultura nos Estados Unidos são, em parte, causadores da crise alimentar mundial, indicou, para em seguida declarar-se a favor de "acabar com algumas barreiras artificiais que os seres humanos impõem" ao comércio de alimentos, como por exemplo os subsídios.
Questionado sobre o caso específico do etanol que os Estados Unidos produzem a partir do milho, o secretário-geral respondeu: "Produzir etanol desses produtos é uma barbaridade (...), principalmente quando nos Estados Unidos se subsidia" a produção desse cereal.
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AFP
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