O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou hoje que o acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador, que foi bombardeado pela Colômbia no dia 1º de março, serviria para tramitar a libertação dos reféns dessa guerrilha.
"A razão fundamental do acampamento não era nenhum plano para agredir a Colômbia, o objetivo fundamental era o processo de libertação de outro grupo (de seqüestrados) que ia sair pelo Equador", disse o presidente venezuelano, em entrevista coletiva em Caracas, antes de viajar para Lima.
Em seu encontro com os correspondentes estrangeiros, Chávez manifestou que, da mesma forma que o presidente equatoriano, Rafael Correa, está disposto a levar adiante as gestões para a libertação das pessoas que continuam em mãos do grupo rebelde.
O líder desafiou seu colega da Colômbia, Álvaro Uribe, a protestar contra seu Governo e o da França, como fez com o Equador, por persistir nos contatos com as Farc.
"Você (Uribe) adora se colocar contra o Equador. Por que não reclama com o presidente francês, Nicolas Sarkozy? É bonito? Proteste, pois!", disse Chávez em seu encontro com os correspondentes em Caracas.
O chefe de Estado aludiu assim a um comunicado lido na quinta-feira pelo chanceler colombiano, Fernando Araújo, que qualificou de "inaceitáveis" os contatos das autoridades do Equador com as Farc para conseguir a libertação de Betancourt.
Além disso, Chávez chamou de "show de palhaços" a apresentação hoje de um relatório da Interpol sobre a análise feita em três computadores que supostamente pertenceram a "Raúl Reyes", número dois das Farc, que morreu no ataque contra o acampamento em território equatoriano.
O governante venezuelano, que deve viajar esta noite para Lima para a 5º Cúpula América Latina-Caribe-União Européia, declarou sua intenção de revisar as relações com o país vizinho em todos os âmbitos.
EFE
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