A 26ª Reunião de Altos Funcionários, que termina na próxima quarta-feira, dará passagem à reunião de chanceleres, no dia 15, e que antecederá a cúpula de presidentes, em 16 de maio.
O objetivo dos funcionários será aprovar o texto final da Declaração de Lima, que será assinada pelos chefes de Estado e de Governo.
Além disso, analisarão o Projeto Yasuní II, apresentado pelo Governo do Equador, que cogita deixar em suspenso a exploração de uma jazida petrolífera como uma contribuição para evitar o aquecimento global.
A iniciativa propõe, em troca, a criação de um fundo internacional que proporcione ao fisco equatoriano pelo menos 50% do que obteria com a exploração comercial da jazida.
Precisamente, a Cúpula América Latina-UE, que reunirá na capital peruana cerca de 45 governantes e 20 autoridades dos dois blocos, centrará o debate em torno da luta contra a pobreza, a desigualdade e a exclusão, assim como o desenvolvimento sustentável.
Os organizadores ressaltam que estes dois temas se dão "em um contexto de valores comuns, como a democracia e o respeito pelos direitos humanos, assim como de reconhecimento do papel que deve cumprir o direito internacional nas relações entre os países".
A reunião de altos funcionários será inaugurada pelos representantes de Peru e Eslovênia, países que ostentam as duas co-presidências da 5ª Cúpula América Latina-UE, dando passagem a uma semana de reuniões e contatos ao mais alto nível.
A realização da cúpula, a mais movimentada da história, motivou, por outro lado, a implementação de medidas de segurança sem precedentes no Peru.
Cerca de 13 mil policiais vigiam a cidade, onde se fecharam ruas ao tráfego e se impuseram restrições de movimentação à população nas zonas próximas à sede do conclave e os hotéis que hospedam as delegações.
Paralelamente à cúpula política, será realizada na quinta-feira a 2ª Cúpula Empresarial EU-LAC com a participação, entre outros, da chanceler alemã, Angela Merkel.
Além disso, vários dirigentes, como o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso; o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk; o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a própria Merkel, aproveitarão sua estadia em Lima para fazer visitas oficiais ao Peru.
A cúpula oficial ocorrerá no Museu da Nação e a reunião empresarial no Museu de Arte de Lima, enquanto a Biblioteca Nacional acolherá o Centro Internacional de Imprensa (CIP), onde trabalharão 1.500 jornalistas que já foram credenciados.
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