Um porta-voz do GDL afirmou que não existe até agora uma oferta concreta por parte da empresa. As conversas estão seguindo "por bom caminho", avaliou porém o sindicalista. Ele se negou a revelar o local e hora da reunião de hoje.
"Nós combinamos manter silêncio", comentou laconicamente o porta-voz. Em seguida, ele confirmou que o presidente do GDL, Manfred Schell, suspendeu vários compromissos para se dedicar exclusivamente ao diálogo com os chefes da Deutsche Bahn.
Após a greve de três dias no transporte de mercadorias e de passageiros da semana passada, a maior na história das ferrovias alemãs, a diretora de Pessoal da Deutsche Bahn, Margret Suckale, iniciou as conversas com Schell.
Desde julho o GDL tem convocado greves para pressionar a companhia. Os objetivos são um contrato coletivo próprio e grandes aumentos salariais. Mas a direção da Deutsche Bahn quer que os trabalhadores aceitem um acordo alcançado com os outros dois sindicatos que operam na empresa, para evitar conflitos internos.
Com a greve da semana passada, os maquinistas paralisaram a produção de algumas empresas e prejudicaram os cerca de 5 milhões de pessoas que utilizam diariamente os trens.
Inicialmente a GDL exigia um aumento salarial de 31%. Mas desde domingo o sindicato tem se mostrado disposto a admitir um aumento de 10 a 15%.
A Deutsche Bahn um aumento salarial de até 10% a partir de 2008, com aumento da carga de trabalho semanal em duas horas, e um bônus de 2 mil euros antes do Natal.
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