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Sem dinheiro, Flamengo tem até a água cortada

13 de agosto de 2003 16h13

  • Esportes TV: mais sobre a crise no Flamengo

    São Paulo - A crise financeira do Flamengo atingiu proporções inimagináveis. Depois do treino de terça-feira, os jogadores simplesmente não puderam tomar banho. Motivo: a água foi cortada por falta de pagamento e o presidente do clube, Hélio Ferraz, determinou que fosse feito um racionamento.

    Suados, os atletas foram pegos de surpresa com a desagradável novidade. Alguns, como Zé Carlos, apenas enxugaram o suor com uma toalha, passaram um perfume para disfarçar o cheiro, e foram para casa pegar um chuveio quente. Outros, como o goleiro Júlio César, não queriam acreditar no que estava acontecendo.

    Entre os funcionários do clube, apenas um comentário, quase de incredulidade, de que o Flamengo era muito grande para estar passando por momento tão irreal: "Estamos sofrendo com um passivo de R$ 200 milhões que herdamos de outras administrações e que se projeta sobre a receita mensal. Quando entram recursos para quitarmos parte desse valor, falta dinheiro para pagar o operacional. Eu me dedico, mas os problemas às vezes são maiores do que eu", disse Hélio Ferraz.

    O vice-presidente de finanças, Luís Felipe Brandão, está desesperado com o momento vivido pelo clube da Gávea. Ele não esconde de ninguém que as cobranças de dívidas são diárias: "Todos os dias somos empurrados para o abismo. Precisamos de, pelo menos, cinco anos para resolvermos o problema. O Flamengo precisa seguir o exemplo do Botafogo: adotar uma política severa de austeridade e passar por uma reforma institucional", afirmou.

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