O dado mostra que o núcleo da inflação, pelo segundo mês consecutivo, está dentro da faixa que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) considera aceitável para um crescimento econômico sustentável.
O núcleo da inflação, que exclui os custos de energia e dos alimentos, foi de 1,9% nos últimos doze meses.
Este foi o menor aumento anualizado deste número desde março de 2004. O Fed considera aceitável que esse dado fique em 1% a 2%.
No entanto, o aumento dos preços da energia elevou todo o índice em 0,5% em maio, o maior aumento em treze meses.
O Federal Reserve, que nesta quinta-feira, pela oitava reunião consecutiva em um ano, manteve sem mudanças sua política monetária, presta muita atenção a este indicador da inflação.
Uma queda do núcleo da inflação e um aumento substancial do índice geral sugerem que a despesa em combustíveis e alimentos teve uma baixa maior em relação ao gasto total dos consumidores.
A despesa real dos consumidores, que nos EUA representa quase 70% do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,1% em maio.
A renda efetiva - depois do pagamento dos impostos e desconto por inflação - caiu 0,1%, a segunda queda mensal consecutiva. Em um ano, a renda efetiva subiu 3,4%.
A taxa de economia pessoal caiu para -1,4%, após o -1,2%.
O mês de maio foi o 26º consecutivo no qual as famílias nos Estados Unidos gastaram mais do que sua renda.
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