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Gabeira diz que pode ser candidato à Câmara, mas não acredita que vença

05 de janeiro de 2007 11h08 atualizado às 14h24

O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) disse ao Terra que está disposto a entrar na disputa pela presidência da Câmara, mas, em entrevista à rádio Jovem Pan, afirmou que tem poucas chances de vencer. O nome do deputado foi sugerido ontem por membros de partidos insatisfeitos com os nomes de Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para a disputa à liderança da Casa.

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Gabeira disse que a decisão final deve ser tomada na próxima segunda-feira, quando membros do Psol, parlamentares do PSB, PPS, PMDB, PSDB, PV e até alguns do PT devem se reunir em São Paulo para debater o assunto.

O parlamentar afirmou, entretanto, em entrevista à rádio, que talvez outro deputado seja escolhido para representar a oposição, já que ele é mal-visto pelos colegas. Gabeira citou sua participação na sub-relatoria da CPI dos Sanguessugas e na entrada com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) tentando impedir o aumento salarial dos parlamentares.

"Isso trouxe uma antipatia e até uma hostilidade dos colegas de trabalho", afirmou. Gabeira completou ainda dizendo que talvez seja escolhido um candidato com "menos arestas".

O parlamentar fluminense explicou também, na entrevista, que as opções são escolher um candidato de oposição, optar por não indicar ninguém, mantendo uma postura crítica, ou escolher o que ele chamou de "anti-candidato", com poucas chances de vitória.

Oposição
Ontem, após reunião da executiva do partido, o Psol decidiu que vai apoiar o lançamento de um candidato alternativo. "Eu tenho muita simpatia pelo Gabeira. Ele sintetiza tudo que queremos, mas essa é uma opinião pessoal", disse a deputada Luciana Genro.

Segundo a deputada Luciana Genro (Psol-RS), as prerrogativas para o novo candidato são as seguintes: independência em relação ao governo e luta de forma firme contra a corrupção e contra os privilégios de parlamentares. Com essas características, além de Gabeira surgem nomes como Raul Jungmann (PPS-PE) e Luiza Erundina (PSB-SP).

A idéia é que o nome seja definido logo para que possa haver o lançamento oficial do candidato alternativo e, assim, partir para a campanha contra Aldo e Chinaglia. O grupo defensor da tese reúne atualmente cerca de 20 deputados, mas o número pode ganhar força ao longo deste mês.

Redação Terra