Para 2007, a expectativa continua em 3,5% O decepcionante desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, que fechou com alta de apenas 0,5%, foi determinante para a nova revisão da meta.
A projeção dos analistas do mercado contida na publicação do Banco Central coincide com a do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea), vinculado ao Ministério do Planejamento.
As duas previsões contrastam com o 3,2% calculado pelo Ministério da Fazenda e o 3,5% esperado pelo Banco Central.
Para a produção industrial, os especialistas esperam um aumento de 3,09% em 2006, frente a 3,13% do ano anterior.
A previsão para as taxas de juros anual é de uma redução de 0,25 ponto percentual em janeiro, para 13%. A taxa chegaria a 12% em 2007.
Sobre a inflação em 2006, os analistas do Boletim Focus prevêem uma redução de 3,15% para 3,11% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de referência para a meta do Governo.
Para o próximo ano, também alteraram a meta, com uma queda de 4,10% para 4,09%.
A meta do Governo para 2006 e 2007 é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
A projeção para 2006 em relação ao superávit comercial - saldo positivo entre exportações e importações - está em US$ 45 bilhões.
Para o próximo ano, a expectativa é de US$ 38 bilhões.
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