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Juliana Silveira diz que o melhor é a resposta das crianças

24 de junho de 2006 11h59

Juliana protagoniza  Floribella. Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias/Divulgação

Juliana protagoniza Floribella
Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias/Divulgação

Juliana Silveira encara um pesado ritmo das gravações de Floribella. E além das 12 horas diárias que encarna a personagem-título, de segunda a sexta, a atriz ainda tem de dar conta da demanda da jovem legião de fãs que conquistou como protagonista da trama infanto-juvenil. Mas nada disso tira o bom humor da moça. Ao contrário: mostra um entusiasmo com a novelinha da Band como se tivesse começado a gravar há pouquíssimo tempo. Apesar de já serem dois anos nessa rotina, Juliana ainda se espanta com a repercussão da novelinha. E, entre uma poção mágica e as conversas íntimas com suas amigas fadas, ela reconhece que a resposta das crianças é o que mais a tem cativado. "Fico muito presa aqui no estúdio, mas quando encontro com as crianças e as mães nas ruas, sinto esse resultado positivo", comemora.

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Leia o resumo de Floribella

Onde quer que a atriz vá, crianças e mães ficam agitadas ao ver a protagonista de Floribella. Em sua segunda temporada na pela da doce Flor, Juliana vive um momento mais maduro na trama - adaptada por Patrícia Moretzsohn da argentina Floricienta. Depois de perder Frederico, "príncipe encantado" vivido pelo ator Roger Gobeth, que rumou para a Terra das Fadas, Flor descobre aos poucos - e entre tapas e beijos - um amor verdadeiro por Conde Máximo, personagem de Mário Frias. "A história foi conduzida de um jeito que fez com que a Flor ficasse mais madura. Tudo, no entanto, foi feito para que ela não perdesse a essência", frisa.

Juliana é a primeira a admitir que se diverte e gosta muito de fazer a heroína infanto-juvenil da novelinha, mas não gosta de pensar em esticar a experiência para uma terceira temporada. De qualquer forma, não aposta numa seqüência de Floribella. Para a atriz, mais um ano de produção poderia esvaziar o "sucesso" que a novela conquistou. "Acho que uma boa história tem de acabar no auge. É preciso saber a hora de parar", filosofa.

Ç Mas há um fator que pode fazer com que Floribella ganhe uma sobrevida: o sucesso comercial da marca. Os tênis usados por Flor, por exemplo, já venderam mais de 200 mil pares desde o lançamento da novela. Além disso, Juliana soltou a voz nos CDs das trilhas sonoras da trama - que ultrapassaram a marca de 110 mil cópias vendidas. E o "efeito Juliana" não parou por aí. A moça ainda teve uma boneca feita à sua imagem e semelhança. Foram tantas novidades que a atriz mal consegue acreditar nos rumos que sua carreira tomou. "É muito doido tudo isso", espanta-se.

Mas não são os produtos nem o "status" de estrela que mais deixarão saudades na atriz. Das alegrias proporcionadas por Floribella, Juliana é rápida ao apontar o contato com as crianças como o maior trunfo de seu trabalho. Para a atriz, a conquista do público infantil foi a tarefa mais difícil em toda a sua trajetória na Band. "É um público complicado, porque é verdadeiro", sustenta. Por isso mesmo, a moça pretende continuar a trabalhar com a criançada. Juliana, porém, só não sabe ainda qual será seu destino. "Hoje em dia não me imagino fazendo outra coisa que não a que eu faço", decreta.

Achados positivos
Quando foi convidada para viver a protagonista de Floribella, Juliana Silveira sabia que o trabalho ultrapassaria os limites dos estúdios. Mesmo avisada, a atriz não pôde avaliar a diversidade de funções que o papel de Flor desencadearia. Na novelinha infanto-juvenil da Band, a musa pré-adolescente - além das inúmeras cenas diárias - gravou CDs e clipes das trilhas sonoras. A partir daí, tudo passou a ser novidade. E, durante esses trabalhos, Juliana descobriu um outro potencial artístico. "Nunca me imaginei fazendo essas coisas. Eles foram agregando tudo", explica.

De carona no carisma de Flor, o sucesso da novela da Band é maior na vendagem dos produtos que no índice de audiência, de cinco pontos em média. Independentemente disso, o que mais contou para Juliana foi a experiência de viver a "Cinderela de tênis". Não só pela magia da trama infantil, mas também pela diversidade dos trabalhos, Floribella representou um marco para Juliana. Isso porque, a moça - que começou na tevê aos 13 anos como assistente de palco do programa da Angélica, na extinta TV Manchete - nunca pretendeu ser uma atriz de telenovelas. "Não fiz planos para a minha carreira. Eu sequer sabia que iria seguir nessa profissão. Mas fiquei encantada com o modo como as coisas foram acontecendo", confessa.

Instantâneas
# Assim como na primeira temporada, Juliana Silveira canta e dança várias canções no CD com as trilhas sonoras da segunda temporada de Floribella. A musa mirim solta a voz em músicas que vão das baladas românticas ao rap.
# Seu último trabalho na tevê antes de Floribella foi em Malhação, em 2003. Na pele da Júlia Miranda, a atriz protagonizou o "folheteen" da Globo.
# O primeiro papel de Juliana Silveira na tevê foi em 1998, na novela Pecado Capital. No "remake" de Glória Perez para o original homônimo de Janete Clair exibido em 1975, a atriz interpretou a Dagmar - garota que ganhava a vida fazendo sexo com seus clientes.

TV Press