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"A parceria com o SBT deu certo", diz Bianca Castanho

11 de junho de 2006 10h21

Bianca Castanho vive sua terceira protagonista seguida em novelas. Foto: Divulgação

Bianca Castanho vive sua terceira protagonista seguida em novelas
Foto: Divulgação

Com um eterno ar doce e impressionante simplicidade nas palavras, Bianca Castanho acaba de alcançar uma marca invejável para muitas atrizes televisivas: vive sua terceira protagonista seguida em novelas. Há uma semana no ar em Cristal, nova trama das 19h do SBT, Bianca confessa que agora se sente mais madura para viver a personagem-título da novela.

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Gaúcha de Santa Maria, estreou na tevê como a Florinda em Terra Nostra, de Benedito Ruy Barbosa, novela das oito da Globo que foi ao ar em 1999. Desde então, não parou de atuar. Fez as novelas das sete Uga Uga e O Beijo do Vampiro. E, entre elas, duas temporadas de Malhação. Mas foi no SBT que Bianca encontrou mais destaque. Primeiro, como a Clara, protagonista de Canavial das Paixões, em 2003. Depois, como a personagem-título de Esmeralda, em 2005. "Foi uma parceria que deu certo. Se eles estão me chamando tanto, é porque o resultado do trabalho foi realmente legal e o público gostou", avalia, num tom emocionado.

Em Cristal, Bianca interpreta Cristina da Silva, bela moça que foi abandonada pela mãe ainda bebê e cresceu em um orfanato administrado por freiras. Já adulta, sua beleza logo chama a atenção de Vitória Ascânio, personagem de Bete Coelho que é proprietária da Maison Vitória - ateliê de alta costura onde Cristina é contratada como manequim.

Ao adotar o nome Cristal, a jovem rapariga se tornará rapidamente a modelo de maior prestígio da empresa. Ela, no entanto, nem desconfia que sua patroa é, na verdade, a mãe que a abandonou recém-nascida no orfanato. Para viver a modelo, Bianca precisou emagrecer, alisar o cabelo e pintá-lo de preto - tudo por "encomenda" do diretor Herval Rossano. "Achei engraçadíssima essa história de viver uma top model. Logo eu, uma mulher com um metro e meio de altura! Mas a televisão engana", brinca a atriz, que viverá um triângulo amoroso com João Pedro e Marión - personagens de Dado Dolabella e Marisol Ribeiro.

Na trama adaptada por Anamaria Nunes, do original homônimo da cubana Delia Fiallo, Bianca terá uma longa e exaustiva rotina de gravações pela frente. No decorrer dos 203 capítulos previstos para o folhetim, enfrentará uma série diária de 25 cenas, em média. O volumoso número, no entanto, não preocupa a moça. Na verdade, Bianca está mais à vontade para viver a protagonista de Cristal. Sem laboratórios específicos para compor sua personagem, recorreu aos filmes estrelados pela belga Audrey Hepburn, famosa musa do cinema americano dos anos 50 e 60, que marcou época com roupas estilosas e postura elegante - como no clássico My Fair Lady, dirigido por George Cukor em 1964. "Desta vez, o trabalho será feito na hora, durante as gravações, junto ao elenco e à direção da novela", completa a atriz, que, além dos filmes, tem apenas observado o mundo da moda e dos desfiles.

Com ou sem laboratórios, Bianca avalia criteriosamente cada um dos trabalhos anteriores. De todas as personagens vividas por ela, destaca que a Valéria de Malhação foi diferente por ter sido sua primeira e única vilã na tevê. Depois de estrelar o "folheteen" da Globo, em 2001, a atriz só viveu mocinhas. Mesmo assim, faz questão de frisar que gosta de todos os trabalhos igualmente - apesar da avaliação ter soado como reclamação. "Sou uma mulher intensa e dedicada. Quando aceito um trabalho, eu realmente visto a camisa e fico focada nele", garante a atriz. Cristal ¿ SBT, de segunda a sábado, à 19 h.

À moda antiga
Apesar de não assumir num primeiro momento, Bianca Castanho é daquelas atrizes que tem um carinho especial por tramas de época. Seja pela riqueza histórica do período retratado, seja pelos inúmeros detalhes de figurino e lingüística, a atriz confessa que acha o máximo esse tipo de produção. Até hoje, porém, a moça só esteve em um folhetim do gênero: Terra Nostra, novela das oito da Globo, de Benedito Ruy Barbosa. Sorte ou acaso, esse foi o seu primeiro trabalho na televisão, depois de cursar a oficina de atores da emissora. "Eu tenho cara de novela de época! Sempre digo que nasci na época errada, porque eu adoro essas coisas antigas, esse romantismo de filme antigo", sustenta.

Mesmo com "status" de musa no SBT, Bianca ainda não foi escalada para papéis em tramas de época. No ar na urbana Cristal, a atriz ficou de fora da última novela do gênero da emissora, Os Ricos Também Choram - por ter protagonizado Esmeralda, trama rural que a antecedeu. Feliz na pele da modelo Cristal, Bianca, no entanto, garante que gosta de qualquer tipo de produção. Os folhetins contemporâneos e os rurais, observa, são ricos em cenas externas - o que aumenta a qualidade dessas produções. Para a atriz, o importante mesmo é estar atuando na tevê, independentemente do gênero da novela. "Cada uma delas tem seu lado positivo. Eu adoraria fazer época de novo, mas gostei de todas as novelas que fiz", contemporiza.

Instantâneas
# Apaixonada por cinema, um dos grandes desejos de Bianca Castanho é estrelar um longa-metragem. Desde o início de sua carreira televisiva, no entanto, a atriz só fez uma pequena participação em A Partilha, de Daniel Filho.
# Em 2001, Bianca ganhou o prêmio de Atriz Revelação em São Paulo, por sua atuação na peça Rei Lear, ao lado do ator Raul Cortês. A atriz estava no ar em Malhação quando foi convidada para participar do espetáculo.
# Para viver a personagem-título de Esmeralda, uma moça cega, Bianca precisou fazer aulas de aulas de olhos vendados com uma terapeuta ocupacional e freqüentar institutos de deficientes visuais no Rio de Janeiro e em São Paulo.

TV Press