"O lema do momento é ação. No futuro próximo, o objetivo será a guerra total", assegurou Movladi Udugov, chefe de propaganda da guerrilha, que vive exilado no Oriente Médio, informou o site dos separatistas.
Udugov ressaltou que a nova estratégia da guerrilha será caracterizada por utilizar "unidades, comandos móveis e sabotadores, que poderão atuar de maneira coordenada ou autônoma na retaguarda do inimigo, sem esperar ordens".
"Levaremos a guerra a todas partes, onde o inimigo estiver, com golpes nos pontos onde o inimigo (Rússia) é mais vulnerável", acrescentou.
O chefe propagandista da guerrilha assegurou que se privilegiará "não a magnitude dos atentados, mas sua efetividade. Isso significa cometer atentados não só no Cáucaso, mas em toda a Rússia" "O objetivo mínimo é não se render. Entre nós não há partidários da democracia, só da Sharia (lei do Corão)", disse.
O último atentado terrorista suicida da guerrilha chechena aconteceu em 31 de agosto de 2004 em frente a uma saída do metrô em Moscou. O ataque deixou dez mortos e 30 feridos.
O comandante da guerrilha chechena, Shamil Basayev, iniciou uma campanha terrorista contra os interesses vitais do "império russo" em meados do ano passado, após reivindicar a autoria do incêndio do teatro Stanislvaski, em Moscou.
Basayev prometeu que vingará a morte do antigo líder dos separatistas e presidente da Chechênia independente, Aslan Maskhadov, morto pelas forças federais russas em março de 2005.
Segundo os analistas, a guerrilha separatista chechena poderia ter mudado de tática após a onda de indignação internacional que explodiu depois do massacre em setembro de 2004 na escola de Beslan, onde 330 pessoas morreram, em sua maioria crianças.
O Governo russo concede uma recompensa de US$ 10 milhões a quem fornecer informações que levem à detenção de Basayev.
EFE