Em comparação com os índices da primeira rodada da pesquisa JB/IBPS, realizada no início do mês, Geraldo Alckmin foi o que mais avançou, embora os atuais números sejam ainda discretos: o ex-governador de São Paulo passou de 26% para 31% e se aproximou do percentual que Serra tinha quando desistiu de concorrer: 35%. Lula aumentou dois pontos e foi para 44% das intenções de voto.
Nas simulações para segundo turno, o quadro permaneceu estável, embora Alckmin - caso consiga chegar lá - já demonstre boas possibilidades de ser um adversário perigoso para Lula. Na simulação com Alckmin, ainda nos primeiros dias de março, Lula aparecia com 53% contra 47% do ex-governador. Agora, a diferença está mais apertada, a favor de Lula: 52% a 48% pontos.
Quando Garotinho entra no cenário do segundo turno, o cenário permanece tranqüilo para Lula, que ganha por 65% a 35%, computados só os votos válidos. A situação estacionária de Garotinho na pesquisa é mais um dado que sugere a possibilidade de o ex-governador negociar apoio e se transformar num possível fiel da balança na eleição, caso mostre força para transferir votos.
Avaliação
Lula ainda leva boa vantagem na comparação do seu governo com o de Fernando Henrique Cardoso: 43,3% consideram o governo petista "melhor" ou "muito melhor". FH só leva vantagem para 23,3% dos entrevistados.
A corrupção ganhou mais alguns pontos e lidera o ranking dos maiores problemas que o país enfrenta, com 25,2%, seguida pelo desemprego (20,5%) e violência (15,7%). Entre as prioridades para o novo presidente, as mais citadas são gerar empregos (23,2%), melhorar a educação (18.6%) e combater a corrupção (12%).
Baseada em 2.009 entrevistas realizadas entre 23 e 30 de março, em todo o país, a pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 3646/2006.
JB Online