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Novo boato sobre morte de Fidel Castro circula na internet

Sexta, 31 de março de 2006, 17h54


Um boato não confirmado sobre a suposta morte do presidente cubano, Fidel Castro, se espalhou pela internet nas últimas horas, a partir de um site argentino, e chegou a meios de comunicação e círculos diplomáticos.

No portal Indymedia Argentina, um internauta divulgou na última quarta-feira uma informação falsa. "Morreu na tarde hoje, na sua residência no Laguito, o ditador cubano Fidel Castro", depois de sofrer um infarto, dizia o texto.

A "notícia" foi comentada, em tom bem-humorado, por vários internautas freqüentadores do portal.

Fontes do Indymedia informaram hoje que, como o site é de publicação aberta, a nota foi publicada, como ocorre com todas, mas com uma advertência, por ser claramente falsa.

A advertência informava que o artigo tinha status oculto porque "havia sido copiado, era um teste ou não respeitava a política editorial de publicação aberta do site".

A fonte acrescentou que a informação falsa não recebeu destaque na Argentina.

Da internet, o rumor passou para vários meios de comunicação do Chile, como a rádio Bío-Bío, que divulgou a informação. Fontes da emissora não quiseram se manifestar sobre o caso.

Segundo o jornal chileno "La Nación", a embaixada de Cuba em Santiago qualificou a "informação" como falsa, lembrando o fato de que "rumores infundados" surgem freqüentemente.

O jornal "Granma", porta-voz do Partido Comunista de Cuba, informou na sua edição de hoje que, na última quinta-feira, Fidel Castro se reuniu em Havana com o presidente da Organização Latino-Americana de Energia (Olade). Nenhum veículo oficial cubano publicou nada sobre o boato.

A história, no entanto, também chegou a meios diplomáticos latino-americanos e europeus, que hoje se perguntavam sobre o alcance da "notícia". Os exilados cubanos em Miami, ao contrário do que havia acontecido em casos semelhantes, desta vez reagiram com ceticismo.

Fidel Castro, de 79 anos, governa Cuba desde a vitória da revolução que liderou, em 1959.

EFE
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Terra - Brasil
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