De acordo com a publicação, o ministro egípcio da Cultura, Faruq Hosni, declarou que uma equipe de especialistas da Universidade italiana de Torino encontrou as ruínas do templo cerca de 140 quilômetros a oeste do oásis de Siwa, localizado perto da fronteira com a Líbia.
O templo, de dez metros de comprimento por dez de largura, foi construído pelo rei Nectanebo I, o primeiro soberano da última dinastia faraônica que governou o Egito de 378 a 341 anos antes de Cristo, para cultuar o deus Amón, lembrou o ministro.
"Esse achado é de grande importância histórica, devido ao fato de ser a primeira vez que um templo desse faraó é descoberto na região", afirmou o secretário-geral do Conselho Supremo de Antigüidades (CSA), Zahy Hawas.
Conforme o jornal, também foram encontrados no local vários fragmentos do templo com gravuras coloridas, as quais representariam as imagens de Nectanebo I junto a diversos deuses.
Amón, divindade protetora da cidade de Tebas, era um deus dos ventos e, como tal, era o protetor dos navegantes.
O nome da divindade, que acabou se juntando ao deus Sol, recebendo o nome de Amón-Ra Seu, significa "oculto". Sua aparência, adornada por uma coroa com duas grandes plumas verticais juntas, é a mesma de um homem.
Nectanebo II encerra a era faraônica no Egito, iniciada com o rei Menes, 2.950 anos antes de Cristo.
EFE