Oceanos continuam sem proteção ambiental, mostra estudo

Terça, 21 de março de 2006, 12h58


Os 188 países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica estabeleceram em 2002, na Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, a meta de estabelecer áreas de proteção ambiental em 40% dos oceanos até 2012. Mas um estudo lançado hoje pela organização não-governamental ambientalista Greenpeace, entretanto, mostra que apenas 1% dos oceanos até agora está submetido a algum mecanismo de proteção ambiental.

"Quando a gente se afasta mil milhas náuticas da costa e entramos em alto mar, estamos em um território que não pertence a país nenhum, que tem jurisdição internacional", explicou o professor da Universidade de York, no Reino Unido, Callum Roberts, que coordenador do estudo.

De acordo com ele, 64% dos oceanos estão em áreas internacionais. "São regiões com pouca regulação, onde as pessoas fazem praticamente o que quiserem", lamentou. "Só temos áreas protegidas na Antártica e no Mediterrâneo."

No levantamento, os pesquisadores sugeriram as áreas oceânicas prioritárias para conservação. "Fizemos o rastreamento por satélite de focas, baleias, tartarugas e aves migratórias, verificando onde elas se alimentam e reproduzem", explicou Roberts. "Essas regiões estratégicas já responderiam pelos 40% da área total que devem ser protegidas."

O estudo coordenador pelo cientista inglês foi lançado em Curitiba, no segundo dia da 8ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-8). A conferência é o orgão deliberativo da convenção. Os países signatários se reúnem a cada dois anos.

Agência Brasil
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Terra - Brasil
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