O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, acompanhou a entrega do míssil, que possui um raio de ação de 750 quilômetros e que pode carregar todos os tipos de ogivas. "O Paquistão procura a paz no sul da Ásia, mas não abrirá mão de suas capacidades mínimas de defesa", disse Musharraf.
O presidente afirmou que o Paquistão não possuía ambições de conquista e que se via obrigado a desenvolver armas nucleares devido ao clima beligerante da região. Musharraf não citou o nome da Índia, com quem o Paquistão esteve à beira de um conflito no ano passado devido à disputa em torno da Caxemira.
De acordo com a revista Jane's Defence Weekly, o Shaheen-1 podia carregar uma ogiva de mil quilos. Analistas da área de defesa afirmam que a entrega do Shaheen para o Exército como arma operacional era tanto um sinal para a Índia como para os paquistaneses.
O míssil foi testado em outubro passado, durante o impasse militar com a Índia e pouco antes das eleições convocadas pelos dirigentes militares do Paquistão para devolver o comando do país a um governo civil. "Temos de continuar dando sinais para nossa própria população e para a Índia, porque a Índia também está fazendo isso", afirmou o ex-general Talat Massod.
Reuters