Pedro Corrêa se defende no plenário, mas é cassado |
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
Ao se defender das acusações de quebra do decoro parlamentar, Corrêa argumentou que seu nome ou o de parente seu nunca foi citado como beneficiário de recursos provenientes do Banco Rural ou do BMG e que nunca havia ouvido falar de Marcos Valério Fernandes de Souza antes das denúncias do ex-deputado Roberto Jefferson.
"Fui informado do recebimento dos recursos por ser presidente do partido", disse Corrêa, se referindo aos R$ 700 mil sacados pelo assessor do partido, João Cláudio Genu, e entregues ao advogado do ex-deputado Ronivon Santiago. Ele reafirmou que os assuntos financeiros do partido eram gerenciados pelo deputado José Janene (PP-PR).
O presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar, comemorou o resultado. "Os deputados estiveram em suas bases neste final de semana e sentiram as fortes manifestações populares e da mídia. Com isso, não tinha como ser absolvido", afirmou.
Izar disse ainda que agora o plenário está seguindo o caminho correto, ao acompanhar o Conselho de Ética. "Ninguém melhor que nós para saber como deve ser feito, pois acompanhamos o processo inteiro".
O deputado Pedro Henry (PP-MT) foi absolvido hoje pela Câmara em votação por sua cassação. Seguindo o relatório do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), do Conselho de Ética, o plenário decidiu por arquivar o processo por possível envolvimento de Henry com o escândalo do "mensalão".