Os cientistas estão entusiasmados com os primeiros dados recolhidos nesse setor, denominado "Home Plate" e de aproximadamente 1,80 m de altura. No local, foram encontradas rochas com diversas camadas, com a base larga e o topo mais fino.
"É impressionante. De longe o melhor exemplo de camadas rochosas que vimos na cratera de Gusev", afirmou o principal pesquisador do projeto, Steve Squyres, da Universidade de Cornell. Ele ressaltou que ainda é muito cedo para determinar do que são feitas as rochas ou como se encaixam na história de Marte.
As rochas em camada podem ter diferentes origens, como erupções vulcânicas ou o impacto de crateras. Também podem ser produto do vento ou o água. Squyres acredita que essas rochas sejam produtos de uma explosão vulcânica, mas disse que ainda é preciso fazer mais estudos. "O concreto é que temos um mistério espetacular diante nosso, e muitas mais perguntas do que respostas", afirmou.
Os dados recolhidos pelo Spirit revelam uma história violenta nesta região de Marte. Foram encontrados depósitos de materiais originados em explosões e que foram alterados pela água. Os cientistas crêem que há 4.000 milhões de anos caiu do céu cinza quente. Nessa época, tinha água, ainda que não em grandes quantidades.
Spirit e outro veículo similar, Oportuniny, exploram lados opostos de Marte desde janeiro do 2004. São robôs alimentados por energia solar, que se mantiveram em funcionamento bem mais tempo do que o planejado pela Nasa e seguem fornecendo dados.