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Empresa é acusada de desviar partes de corpos

Domingo, 5 de fevereiro de 2006, 10h37


A Administração de Alimentos e Drogas (FDA) de Nova York, nos Estados Unidos, fechou uma firma biomédica sob acusações de colher e vender tecido humano ilegal, obtido em casas funerárias. A sanção da FDA contra a Biomedical Tissue Services, de Fort Lee, em New Jersey, foi o mais recente episódio no escândalo de desvio de cadáveres, incluindo o do ator Alistair Cook, por centenas de casas funerárias.

Autoridades locais e federais estão investigando se o presidente da empresa, Michael Mastromarino, e seu sócio pagavam funerárias para retirar osso e tecido dos corpos sem o conhecimento da família.

Investigadores dizem que alguns pedaços de cadáver vieram de idosos ou de pessoas com doenças infecciosas e que os documentos referentes haviam sido alterados para dizerem que eram jovens e saudáveis.

O tecido era vendido para outras companhias que fazem implantes e enxertos em todo o país. No ano passado a FDA recolheu uma série de produtos com problemas e avisou que um número indeterminado de pacientes teria sido exposto ao vírus HIV, entre outras doenças.

Em uma investigação mais detalhadas, foi descoberto que a Biomedical Tissue Service falhou os testes de tecido contaminado. A FDA também viu que os dados certificados de óbito da empresa não conferiam com os do estado.

O advogado de Mastromarino, Mario Gullicci, confirmou que a empresa havia parado de operar, mas disse que seu cliente negou as alegações e planeja levar o caso ao tribunal para reabrir. "Tudo foi feito de acordo com a FDA", ele disse.

AP
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Terra - Brasil
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