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Fabricantes de cosméticos negam uso de tóxicos

Terça, 31 de janeiro de 2006, 16h16


A Federação de Indústrias de Perfumaria (IFJ) da França negou nesta terça-feira as acusações do Greenpeace de que seus cosméticos contêm substâncias tóxicas para a saúde humana.

"Em cosmética, o controle dos riscos é total, a ponto de há décadas não ser possível relacionar nossos produtos a um só incidente sanitário sério sequer", ressaltou a IFJ num comunicado.

Os industriais acusaram o Greenpeace de "falta de rigor científico", já que seu estudo "só aborda o 'perigo' de determinados ingredientes e, em nenhum momento, a maneira como são controlados os 'riscos' em um uso normal".

A IFJ diz que todas as substâncias utilizadas na elaboração dos cosméticos "são avaliadas com o mesmo rigor" e que os produtos resultantes são rigorosamente controlados por 2.800 agentes sanitários e retirados do mercado se sua toxicidade gera dúvidas sérias.

Em fevereiro do ano passado, o Greenpeace publicou um relatório que denunciava a presença em alguns perfumes de substâncias químicas "suspeitas" de causar "danos graves à saúde a longo prazo".

Os ecologistas detectaram alguma dessas substâncias em perfumes conhecidos, como os fabricados pelas marcas Calvin Klein, Jean-Paul Gautier, Cartier e The Body Shop.

Depois, a organização editou um guia na qual classificava os principais cosméticos e perfumes em função da presença dessas substâncias, a partir das respostas proporcionadas pelos próprios fabricantes.

EFE
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI857841-EI298,00.html