"Em cosmética, o controle dos riscos é total, a ponto de há décadas não ser possível relacionar nossos produtos a um só incidente sanitário sério sequer", ressaltou a IFJ num comunicado.
Os industriais acusaram o Greenpeace de "falta de rigor científico", já que seu estudo "só aborda o 'perigo' de determinados ingredientes e, em nenhum momento, a maneira como são controlados os 'riscos' em um uso normal".
A IFJ diz que todas as substâncias utilizadas na elaboração dos cosméticos "são avaliadas com o mesmo rigor" e que os produtos resultantes são rigorosamente controlados por 2.800 agentes sanitários e retirados do mercado se sua toxicidade gera dúvidas sérias.
Em fevereiro do ano passado, o Greenpeace publicou um relatório que denunciava a presença em alguns perfumes de substâncias químicas "suspeitas" de causar "danos graves à saúde a longo prazo".
Os ecologistas detectaram alguma dessas substâncias em perfumes conhecidos, como os fabricados pelas marcas Calvin Klein, Jean-Paul Gautier, Cartier e The Body Shop.
Depois, a organização editou um guia na qual classificava os principais cosméticos e perfumes em função da presença dessas substâncias, a partir das respostas proporcionadas pelos próprios fabricantes.
EFE