"Neste momento não temos informação de que a Al Qaeda esteja pronta para atacar os EUA em breve", disse Michelle Petrovich, porta-voz do Departamento de Segurança Nacional, após a divulgação ontem da mensagem de Bin Laden, cuja autenticidade foi confirmada pela CIA.
O atual estado de alerta, que se mantém desde outubro passado, é o "amarelo", que supõe um risco elevado de atentado no sistema de cores estabelecido após os atentados de 11-9.
John Miller, um porta-voz do FBI (a polícia federal americana), indicou à rede de televisão ABC que, apesar de não haver mudanças no estado de alerta, a Segurança Nacional pediu aos órgãos policiais que revisem sua informação sobre terrorismo.
Miller disse que essa revisão se refere a possíveis suspeitos, e suas operações, assim como à informação que possam proporcionar outras fontes de inteligência.
"É preciso considerar tudo isso e ajustar-nos para ver qual é nosso nível de preparação", disse.
Além da ameaça de novos ataques contra território americano, a fita divulgada pela cadeia árabe de televisão Al Jazira também inclui uma oferta de trégua de Bin Laden.
"Não negociamos com terroristas, os eliminamos", disse o porta-voz da Casa Branca na primeira reação do Governo dos EUA.
"Os terroristas começaram esta guerra e o presidente (George W.
Bush) deixou claro que esta acabará quando nós decidirmos.
Continuaremos a perseguição àqueles que conspiram para atacar o povo dos EUA", acrescentou.
A rotunda negativa do Governo a qualquer contato com a Al Qaeda foi reforçada pelo vice-presidente, Dick Cheney, em entrevista à Fox News.
Segundo Cheney, a Al Qaeda "não é uma organização que vai se sentar (a negociar) e assinar uma trégua. O que é preciso fazer é destruí-los".
Na gravação, Bin Laden diz que tem preparadas operações terroristas similares "às explosões cometidas nas importantes capitais européias da aliança (de forças no Iraque) agressora".
Mas também indica que a Al Qaeda não se oporia a "uma trégua de longo prazo com requisitos justos".
O milionário terrorista saudita não especificou quais seriam as condições dessa trégua, mas indicou que estaria vinculada a uma retirada das forças americanas do Iraque.
EFE