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EUA não elevarão seu nível de alerta após ameaças de Bin Laden

Sexta, 20 de janeiro de 2006, 06h41


O Governo dos Estados Unidos não subirá o atual nível de alerta antiterrorista no país, apesar das ameaças de atentados contidas em uma gravação do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden.

"Neste momento não temos informação de que a Al Qaeda esteja pronta para atacar os EUA em breve", disse Michelle Petrovich, porta-voz do Departamento de Segurança Nacional, após a divulgação ontem da mensagem de Bin Laden, cuja autenticidade foi confirmada pela CIA.

O atual estado de alerta, que se mantém desde outubro passado, é o "amarelo", que supõe um risco elevado de atentado no sistema de cores estabelecido após os atentados de 11-9.

John Miller, um porta-voz do FBI (a polícia federal americana), indicou à rede de televisão ABC que, apesar de não haver mudanças no estado de alerta, a Segurança Nacional pediu aos órgãos policiais que revisem sua informação sobre terrorismo.

Miller disse que essa revisão se refere a possíveis suspeitos, e suas operações, assim como à informação que possam proporcionar outras fontes de inteligência.

"É preciso considerar tudo isso e ajustar-nos para ver qual é nosso nível de preparação", disse.

Além da ameaça de novos ataques contra território americano, a fita divulgada pela cadeia árabe de televisão Al Jazira também inclui uma oferta de trégua de Bin Laden.

"Não negociamos com terroristas, os eliminamos", disse o porta-voz da Casa Branca na primeira reação do Governo dos EUA.

"Os terroristas começaram esta guerra e o presidente (George W.

Bush) deixou claro que esta acabará quando nós decidirmos.

Continuaremos a perseguição àqueles que conspiram para atacar o povo dos EUA", acrescentou.

A rotunda negativa do Governo a qualquer contato com a Al Qaeda foi reforçada pelo vice-presidente, Dick Cheney, em entrevista à Fox News.

Segundo Cheney, a Al Qaeda "não é uma organização que vai se sentar (a negociar) e assinar uma trégua. O que é preciso fazer é destruí-los".

Na gravação, Bin Laden diz que tem preparadas operações terroristas similares "às explosões cometidas nas importantes capitais européias da aliança (de forças no Iraque) agressora".

Mas também indica que a Al Qaeda não se oporia a "uma trégua de longo prazo com requisitos justos".

O milionário terrorista saudita não especificou quais seriam as condições dessa trégua, mas indicou que estaria vinculada a uma retirada das forças americanas do Iraque.

EFE
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Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI841583-EI294,00.html