O lançamento está previsto, agora, para a partir das 18h16 GMT (16h16 pelo horário de Brasília) desta quarta-feira quando a Nasa disporá de uma janela de lançamento de 119 minutos.
Cinturão
A New Horizons custou US$ 700 milhões (R$ 1,6 bilhão) e vai colher informações sobre Plutão e suas luas. Os cientistas estão torcendo para que ela consiga explorar os objetos gelados que existem na região do espaço conhecida como Cinturão de Kuiper, que fica para além de Netuno.
Esta região concentra dezenas de milhares de pedaços de gelo espalhados em uma distância correspondente a entre 30 e 50 vezes a que separa a Terra do Sol. Alguns astrônomos dizem que Plutão não é um planeta e deveria ser classificado junto com estes corpos gelados.
"O que sabemos hoje sobre Plutão pode ser escrito detrás de um selo", disse Colleen Hartman, uma alta funcionária da Nasa. "Os livros-textos serão reescritos depois desta missão."
Origens
Para Stephen Lowry, da Universidade Queen's, em Belfast, acredita que os cientistas podem aprender muito sobre Plutão e suas luas graças à sonda. "Diferenças dramáticas nas superfícies podem indicar que o sistema não se formou como resultado de uma única colisão", diz ele.
"Talvez alguns dos seus menores membros sejam objetos capturados gravitacionalmente." O plano da Nasa é utilizar a gravidade de Júpiter para dar um impulso extra à sonda em sua viagem a Plutão. Caso a estratégia funcione, a New Horizons deve chegar ao seu destino em 2015; se os cálculos estiverem errados, a viagem deve durar três anos mais.
A sonda deve sobrevoar Netuno e sua maior lua, Charon, no mesmo dia. Ela está equipada com sete aparelhos especiais para colher informações sobre a atmosfera de Plutão e fazem um mapeamento detalhado das superfícies dos dois astros.
Ela também vai fotografar duas luas menores cuja descoberta foi anunciada em novembro passado e averiguar se há anéis em volta de Plutão. Depois disso, a Nasa vai decidir se a missão da sonda deve ser estendida, visitando dois corpos gelados do Cinturão de Kuiper que têm mais de 50 km de diâmetro.
Os cientistas acreditam que o estudo do cinturão pode ajudar a entender melhor as origens do Sistema Solar, pois a região possui fragmentos que datam da sua formação. "Ele nos proporciona uma janela para 4,5 bilhões de anos atrás a fim de observar as condições que levaram à formação dos planetas gigantes", diz Alan Sterna, do Instituto de Pesquisas do Sudoeste, no Colorado, investigador principal da missão.