Segundo os meios de comunicação turcos, Agca, de 48 anos, deixou hoje de manhã a prisão de alta segurança de Kartal, na parte asiática de Istambul, após beneficiar-se de um polêmico indulto outorgado pela Justiça.
Logo após ser libertado, dirigiu-se a um centro de recrutamento, de onde foi enviado ao hospital militar de Gatuna para submeter-se ao exame que todos os recrutas são obrigados a fazer.
Agca, que foi recebido como um herói por dezenas de seguidores de extrema direita ao sair da prisão, utilizou a porta dos fundos do hospital, reservada aos oficiais, para evitar o assédio dos jornalistas antes de dirigir-se a um lugar desconhecido em Istambul.
Ninguém informou até o momento do resultado das análises e não se sabe se será chamado ao serviço militar.
O advogado Mustafa Demirbag disse que, caso Agca seja convocado, pedirá um adiamento para que seu cliente possa se recuperar dos 25 anos que passou em prisões da Itália e da Turquia pela tentativa de assassinato do papa e o assassinato de um jornalista turco em 1979.
Adnan, irmão de Agca, assegurou o ex-detento tem problemas físicos em suas mãos e em um de seus pés, por isso pedirá que ele seja isentado do serviço militar por razões médicas, como permite a lei.
Por outra parte, a rede de televisão turca NTV informou hoje que a mãe do extremista, Muzeyyen Agca, foi internada à meia-noite (hora local) no hospital da região oriental de Malatya, devido à excitação causada pela libertação de seu filho. Horas depois, foi liberada pelos médicos, totalmente recuperada.
Ninguém sabe por enquanto qual é o paradeiro de Agca, que, segundo seu irmão, recebeu muitos convites de cidadãos, um dos quais estava disposto a aceitar.
EFE