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Agca sai do hospital escondido e desaparece nas ruas de Istambul

Quinta, 12 de janeiro de 2006, 11h00


Mehmet Ali Agca, o cidadão turco que em 1981 tentou assassinar o papa João Paulo II e foi libertado hoje, saiu escondido do hospital militar onde era examinado sem que se saiba se terá de servir ao Exército.

Segundo os meios de comunicação turcos, Agca, de 48 anos, deixou hoje de manhã a prisão de alta segurança de Kartal, na parte asiática de Istambul, após beneficiar-se de um polêmico indulto outorgado pela Justiça.

Logo após ser libertado, dirigiu-se a um centro de recrutamento, de onde foi enviado ao hospital militar de Gatuna para submeter-se ao exame que todos os recrutas são obrigados a fazer.

Agca, que foi recebido como um herói por dezenas de seguidores de extrema direita ao sair da prisão, utilizou a porta dos fundos do hospital, reservada aos oficiais, para evitar o assédio dos jornalistas antes de dirigir-se a um lugar desconhecido em Istambul.

Ninguém informou até o momento do resultado das análises e não se sabe se será chamado ao serviço militar.

O advogado Mustafa Demirbag disse que, caso Agca seja convocado, pedirá um adiamento para que seu cliente possa se recuperar dos 25 anos que passou em prisões da Itália e da Turquia pela tentativa de assassinato do papa e o assassinato de um jornalista turco em 1979.

Adnan, irmão de Agca, assegurou o ex-detento tem problemas físicos em suas mãos e em um de seus pés, por isso pedirá que ele seja isentado do serviço militar por razões médicas, como permite a lei.

Por outra parte, a rede de televisão turca NTV informou hoje que a mãe do extremista, Muzeyyen Agca, foi internada à meia-noite (hora local) no hospital da região oriental de Malatya, devido à excitação causada pela libertação de seu filho. Horas depois, foi liberada pelos médicos, totalmente recuperada.

Ninguém sabe por enquanto qual é o paradeiro de Agca, que, segundo seu irmão, recebeu muitos convites de cidadãos, um dos quais estava disposto a aceitar.

EFE
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Terra - Brasil
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