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Índia expulsa quatro paquistaneses da embaixada

Quarta, 22 de janeiro de 2003, 16h31


A Índia expulsou hoje dois diplomatas e dois outros funcionários da embaixada paquistanesa em Nova Délhi, dando a eles 48 horas para deixarem o país e acusando-os de violar as normas diplomáticas.

A decisão deve criar mais tensão entre Índia e Paquistão, depois que no fim de semana Nova Délhi denunciou supostas pressões que seu encarregado de negócios em Islamabad estaria sofrendo.

Navtej Sarna, porta-voz da chancelaria indiana, disse que os quatro paquistaneses estavam "se dedicando a atividades incompatíveis com seu status oficial".

"Essas autoridades foram declaradas ¿personae non gratae¿ e o governo do Paquistão foi convidado a retirá-los dentro de 48 horas", afirmou Sarna.

Ele disse que a expulsão deve-se à "evidências" contra os funcionários e não foi uma retaliação pelas supostas pressões sobre o encarregado de negócios indiano.

"Isso vai viciar ainda mais a atmosfera entre os dois países", disse Aziz Ahmed Khan, porta-voz da chancelaria indiana. "O Paquistão vai estudar uma resposta."

Expulsões de diplomatas e acusações mútuas são comuns entre Índia e Paquistão, dois vizinhos com armas nucleares, que já travaram três guerras desde 1947.

A Índia identificou os paquistaneses expulsos como Mansoor Saeed Sheikh, conselheiro; Mian Muhammad Asif, primeiro-secretário; Muhammad Tasneem Khan e Sher Muhammad, funcionários de fora da carreira diplomática.

Sarna disse que a Índia pediu ao encarregado de negócios do Paquistão que garanta a segurança dos diplomatas indianos e suas famílias em Islamabad. Os encarregados de negócios são os atuais chefes das respectivas embaixadas porque os embaixadores titulares foram retirados, devido à tensão política.

O Paquistão nega qualquer pressão de seu serviço secreto sobre o encarregado de negócios indiano, Sudhir Vyas, e acusa a Índia de usar esses métodos contra seus diplomatas. A Índia também nega.

Reuters
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Terra - Brasil
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