Ao mesmo tempo, conta com satélites que fornecem imagens, assim como interceptores de rádio e forças de reconhecimento aéreo, segundo o jornal, que cita fontes de inteligência. As atividades são parte de uma estratégia que busca pressionar Saddam a deixar o poder e se desarmar, se não quiser que uma intervenção militar liderada por EUA o derrube.
No domingo, o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, declarou que apoiaria o exílio de Saddam Hussein e sua família como forma de evitar a guerra. No entanto, a assessora de segurança nacional da Casa Branca, Condoleezza Rice, disse que, em sua opinião, é muito improvável que o líder iraquiano tome uma decisão neste sentido antes do "começo da última fase".
Atualmente, segundo o USA Today, perto de cem forças especiais de EUA e cerca de 60 agentes da CIA realizam missões de reconhecimento nos desertos do Iraque e nas imediações das principais cidades. Entre seus objetivos está observar os movimentos das tropas e das bases iraquianas utilizadas pela Guarda Republicana, uma das forças mais leais a Saddam Hussein.
Além disso, um avião Boeing 707 realiza vôos de reconhecimento durante mais de 10 horas por dia cerca de 10 mil metros acima de Bagdá gravando conversações de funcionários iraquianos que podem ser de importância para os interesses dos EUA. Além disso, dois satélites espiões interceptam conversações de "walkie-talkie" entre as bases militares e também entre os que protegem Saddam e os lugares que freqüenta, como seus palácios.
No entanto, no Governo dos EUA, segundo o jornal, ninguém espera que Saddam Hussein vá exilar-se. Está há 24 anos no poder e, segundo Wafiq al-Sammarai, um ex-chefe dos serviços de inteligência iraquianas que desertou em 1994, "sabe perfeitamente o que os EUA quisessem fazer com ele, e governa da sombra". E acrescenta: "É um dos mais paranóicos, mas também um dos líderes melhor protegidos do mundo e por isso será difícil, talvez impossível, que os EUA o capture".
EFE