Paul JJ Payack, presidente do Global Language Monitor, um grupo sem fins lucrativos que monitora o uso da língua, disse que a declaração de apoio de Bush ao então diretor da Agência Federal de Gestão de Emergência deve ser lembrada ainda por muitos anos. "A frase para 'Brownie' lidera a lista de 'bushismos' - frases memoráveis ou neologismos inventados pelo presidente - de 2005", disse Payack.
Segundo ele, Bush deve ser de longe o maior criador de novas palavras a ocupar a Casa Branca. Algumas delas são "misunderestimate" (algo como 'subsubestimar', em tradução livre) e "embetter" (algo como 'emocionalmelhorar').
Dez dias depois do cumprimento a Michael Brown diante das câmeras de TV, o diretor da Fema pediu demissão em meio à avalanche de críticas a suas qualificações e ao fracasso do governo de levar ajuda a Nova Orleans após a devastação provocada pelo furacão Katrina.
Apesar de não ter inventado nenhuma palavra neste ano, Bush fez várias declarações notáveis, disse Payack, citando as seguintes:
"Veja bem, na minha linha de trabalho você fica repetindo e repetindo e repetindo as coisas para que a verdade seja absorvida, para tipo catapultar a propaganda", disse Bush, explicando sua estratégia de comunicação, em maio.
"Acho que preciso de uma pausa para ir ao banheiro. Pode ser?", Bush perguntou em uma nota à secretária de Estado dos EUA, Condoleeza Rice, durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em setembro.
"Essa idéia de que os Estados Unidos estão se preparando para atacar o Irã é simplesmente ridícula. Tendo dito isso, todas as opções estão na mesa", afirmou Bush em Bruxelas, em fevereiro.
"Em termos de calendário, o mais rápido possível - o que quer que isso queira dizer", disse o presidente sobre a aprovação da legislação de seguridade social em março.
"Quem entra no país ilegalmente, infringe a lei", afirmou ao descrever imigrantes ilegais em Tucson, Arizona, no mês passado.
O Global Language Monitor usa algoritmos para rastrear palavras e frases na mídia eletrônica, impressa e na Internet. As palavras e frases são rastreadas de acordo com sua freqüência, uso contextual e aparição em publicações globais.
Reuters