Incêndio atinge prédio do INSS em Brasília |
O fogo atingiu 6 dos 10 andares: do 4ª ao 9º andar. Trinta e quatro viaturas do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, de quatro batalhões, foram acionadas e estiveram no local desde as 7h13. Os bombeiros tiveram grande dificuldade para controlar o incêndio. Além do vento que espalhou as chamas, outro problema era fazer com que a água dos hidrantes chegasse aos andares superiores do edifício. O volume e a pressão da água não eram suficientes para apagar as chamas. Um helicóptero também foi ao local para atender a ocorrência.
O incêndio teria começado no 7º andar do prédio, onde funciona a Procuradoria-Geral, Recursos Humanos, Orçamento, Finanças e Contabilidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A preocupação dos bombeiros era evitar que o fogo atingisse os andares inferiores do prédio.
Peritos avaliam o incêndio
Peritos da Polícia Federal acompanham o trabalho dos bombeiros. Os policiais federais querem saber se há indícios de que o incêndio tenha sido criminoso.
O ministro da Previdência, Nélson Machado, reuniu-se com o presidente do INSS, Valdir Moysés Simão, e outros diretores e dirigentes do órgão para avaliar causas e prejuízos provocados pelo incêndio.
Servidores
Segundo os bombeiros, havia no prédio apenas funcionarios da manutenção e segurança. O vigia Bruno Noleto, 32 anos, disse que, ao chegar ao local para trabalhar, percebeu que as chamas já haviam tomado conta do sétimo andar do edifício. Segundo ele, o fogo atingiu os cinco últimos andares do prédio.
Segundo Noleto, há a suspeita de que o fogo tenha começado com um curto-circuito no sistema de ar condicionado do sétimo andar. "O prédio agora se encontra praticamente acabado", disse o vigia, que trabalha há quatro anos no local.
Os prédios da Controladoria-Geral da União e o Anexo 4 da Justiça Federal, que ficam ao lado do prédio da Previdência, foram isolados. A via L2 ficou interditada até as 11h.
A operação contou com o apoio da Polícia Militar do Distrito Federal, do Departamento de Trânsito (Detran) e da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). O delegado regional da PF, Valmir Lemos, vai ser o responsável pela investigação das causas do incêndio.