Notícias Mundo » Iraque

Maior frota britânica em 20 anos vai para o Golfo

Sábado, 11 de janeiro de 2003, 13h33
O porta-aviões da Marinha Real HMS Ark Royal deixa o porto de Portsmouth.
O porta-aviões da Marinha Real HMS Ark Royal deixa o porto de Portsmouth.
11 de janeiro de 2003
Reuters


O "Ark Royal", o navio de guerra mais poderoso da Armada britânica, saiu hoje de Portsmouth, no sul da Inglaterra, a caminho do Golfo para liderar a maior frota formada pelo Reino Unido nos últimos 20 anos. Ao porta-aviões se unirão outros 16 navios de guerra, com cinco mil marinheiros e três mil marines a bordo, dispostos a agir em caso de guerra contra o Iraque junto com a impressionante força militar dos Estados Unidos.

O Reino Unido não organiza uma mobilização naval semelhante desde a guerra contra a Argentina pelas Ilhas Malvinas em 1982. O "Ark Royal" viaja primeiro para a Escócia para se abastecer de munição e depois irá para o Mediterrâneo, onde se encontrará com o restante da frota, da qual fazem parte, entre outros navios de guerra, os destróiers "Liverpool", "Edimburgo" e "York", e a fragata "Marlborough". Com eles, além dos navios de apoio, haverá um submarino nuclear armado com mísseis "Tomahawk".

De acordo com ordens do ministério da Defesa, a força expedicionária britânica ficará mobilizada por pelo menos sete meses e tem a missão de participar de manobras navais com as forças da Austrália, da Malásia, da Nova Zelândia e de Cingapura. No entanto, os planos iniciais podem mudar imediatamente se o conflito no golfo Pérsico começar.

O "Ark Royal" não prevê, a princípio, levar aviões de caça a bordo, mas sim uma esquadrilha de helicópteros dos tipos "Sea King", "Lynx" e "Merlin", para facilitar o transporte rápido das tropas se for necessário. A frota está sob o comando do contra-almirante David Snelson, que disse que "os porta-aviões possibilitam a utilização de um grande poder de combate em alto-mar sem a necessidade de recorrer à apoio terrestre".

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, passa este fim de semana com o primeiro-ministro alemão, Gerhard Schroeder, para discutir a crise e se reunirá com o chefe dos inspetores da ONU no Iraque, Hans Blix, antes que este apresente, no dia 27, seu relatório definitivo para o Conselho de Segurança. Em Londres está sendo realizada hoje a conferência anual da "Coalizão para a Guerra", que organizará uma manifestação pacifista nesta capital no dia 15 de fevereiro.

Pentágono enviará 35 mil militares
Ontem, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, determinou a mobilização de mais 35 mil militares que serão enviados ao Golfo Pérsico, incluindo marines e pilotos de aviões de combate. Essa foi a maior convocação desde que o Pentágono começou publicamente a acionar soldados e forças nas últimas semanas.

A outra importante força militar do bloco, a França, insiste em uma ordem internacional para que se comece a guerra. A Alemanha se opõe abertamente à idéia de atacar o Iraque.

Os EUA já haviam proposto para a Otan que, em caso de guerra, a aliança poderia providenciar a defesa com mísseis ao sul da Turquia e disponibilizar aviões-radar da organização, bem como navios de patrulha e detectores de minas.

EFE
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI80161-EI865,00.html