Segundo a imprensa britânica, Butler acha que o paciente poderia ser uma vítima de graves queimaduras faciais, e prevê que a complexa intervenção poderá acontecer em 2006. "Devemos ser muito cuidadosos com o paciente que escolhermos. Estamos tentando arrecadar fundos para as primeiras cinco operações. Uma má seleção prejudicaria não só o paciente, mas todo o processo", afirmou Butler.
A decisão foi tomada duas semanas após uma equipe de 50 cirurgiões franceses ter realizado o primeiro transplante parcial de rosto do mundo com uma mulher que tinha ficado desfigurada pelas mordidas de um cachorro.
Os médicos implantaram o nariz, os lábios e o queixo de um doador no rosto de Isabelle Dinoire, 38 anos. Segundo Butler, o sucesso da equipe francesa fez com que a comissão de ética do Royal Free Hospital "ficasse menos nervosa" sobre a possibilidade de efetuar essa operação no Reino Unido.
O médico britânico obteve a permissão após cinco anos de pesquisas sobre transplantes faciais e, até o momento, 20 pessoas com graves danos entraram em contato com ele para uma possível cirurgia.
Antes de escolher, os especialistas dirigidos por Peter Butler terão de avaliar, dos pontos de vista psicológico e médico, se o paciente é adequado para a operação e consultar novamente o comitê de ética.
EFE