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"Número dois" de Bin Laden rejeita guerra santa

Terça, 7 de janeiro de 2003, 12h28


O lugar-tenente de Osama Bin Laden à frente do grupo terrorista islâmico Al-Qaeda, o egípcio Ayman Zawaheri, defendeu a "jihad" contra os EUA, mas não contra o Governo do Cairo, em uma mensagem divulgada hoje pelo jornal árabe internacional Al Hayat.

De acordo com o jornal, Zawaheri, também líder da Jihad Islâmica Egípcia, aceita a suspensão da violência no Egito, mas sustenta que ela deve ser mantida contra os EUA, em uma mensagem enviada recentemente ao advogado fundamentalista moderado egípcio Montasar Al Zayat.

Em um mensagem televisada, Zayat, que promove a cessação da violência político-religiosa no Egito, pediu em setembro passado a Zawaheri, com o qual manteve estreitas relações no passado, que esclareça se participou ou não dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA, pelos quais Washington acusa a Al-Qaeda.

"A jihad contra os inimigos de Deus, os americanos, que nos matam (os muçulmanos) em todos os lugares, deve continuar enquanto satisfizer a Deus e enquanto for um caminho para ir ao Paraíso", assinala a mensagem atribuída a Zawaheri.

A Jihad Islâmica, responsável pelo assassinato do presidente egípcio anterior, Anuar Sadat, em 1981, "abandonou a luta armada no Egito", segundo nota de Zawaheri, que considera que neste país "qualquer mudança deve ser produzida do interior e de forma pacífica".

Zawaheri, fundador em 1998 com o saudita Osama bin Laden da Frente Mundial para o Combater aos Judeus e os Cruzados, está em paradeiro desconhecido desde que começaram em outubro de 2001 os bombardeios americanos contra o Afeganistão.

Al-Qaeda tinha seu refúgio no Afeganistão, onde o grupo estava protegido pelo desaparecido regime islâmico dos talibãs. Uma das esposas de Zawaheri, dois de seus filhos e uma de suas filhas morreram em um bombardeio americano contra a cidade afegã de Kandahar, que foi a sede principal dos talibãs.

Algumas informações assinalam que o próprio Zawahari foi morto ou ferido no mesmo bombardeio, o que foi desmentido por diversas fontes fundamentalistas fora do Afeganistão.

EFE
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Terra - Brasil
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