No mês passado, um comitê de 65 membros dominado pelos seis principais grupos de oposição e reconhecido pelos Estados Unidos foi escolhido para atuar como governo efetivo no exílio. Os seis grupos concordaram, em princípio, em reunir-se como um congresso - que pode atuar como um governo em compasso de espera - pela primeira vez na cidade de Arbil, norte do Iraque, durante este mês.
A cidade é controlada pela facção curda Partido Democrático do Curdistão. Mas alguns membros sugeriram realizar o encontro na Turquia - proposta que Bayati não descartou completamente. Segundo a Rádio Iraque Livre, um porta-voz do Ministério do Exterior da Turquia afirmou que Jalal Talabani, líder do grupo rival União Patriótica do Curdistão, pediu para autoridades turcas aprovarem a realização do encontro em Ancara.
Um grupo de exilados iraquianos de origem turca também pediu a mudança de local, disse a emissora de rádio, que tem sua base em Praga e financiamento dos Estados Unidos.
No encontro de dezembro os seis grupos concordaram com um projeto político para o futuro do país, pedindo a formação de um Iraque federal e tolerante em caso de queda de Saddam. Também prometeram oposição a uma future ocupação estrangeira do Iraque. Tawfiq al-Yassiri, membro do comitê e chefe do conselho de oficiais militares iraquianos no exílio, disse que a realização do encontro em Ancara ajudaria a melhorar o relacionamento entre a Turquia, que é contrária à autodeterminação curda, e a oposição iraquiana.
"É preferível encontrar-se em um Iraque livre. Isso mandaria uma importante mensagem ao interior (povo iraquiano)".
"Mas a Turquia também está envolvida no tema iraquiano. Não é inimiga do atual regime e não acho que se tornará inimiga do governo que substituirá Saddam", disse Yassiri.
Os seis principais grupos de oposição são: Congresso Nacional Iraquiano - pró-Estados Unidos e liderado pelo ex-banqueiro Ahmad Chalabi, Conselho Supremo (com sede em Teera), Partido Democrático do Curdistão, União Patriótica do Curdistão e Acordo Nacional Iraquiano, liderado pelo neurologista Ayad Allawi, além de um movimento monarquista.
Reuters