Em um encontro com a imprensa em seu rancho de Crawford, no Texas, Bush repetiu que o governante iraquiano, Saddam Hussein, enganou o mundo sobre seu programa de armas de destruição em massa e que só ele tem nas mãos uma solução pacífica ao conflito.
"Hussein tem que entender que chegará a hora da verdade e que tem que desarmar-se voluntariamente, mas os primeiros indícios mostram que ele não o fará sem o uso da força", disse Bush.
Os EUA consideram Saddam um perigo para a segurança nacional, mas até agora não apresentarm provas de que o Iraque esteja dando apoio financeiro ou material a grupos terroristas.
O governo iraquiano negou ter programas de armas biológicas, atômicas e químicas, e acusou aos Estados Unidos de buscar um pretexto para invadir Iraque e controlar o petróleo da região, sem importar o que digam os inspetores de desarmamento de as Nações Unidas.
Conforme uma resolução aprovada em novembro passado pelo Conselho de Segurança da ONU, o Iraque deveria declarar todas suas armas não convencionais e colaborar com os inspetores do organismo internacional, ou enfrentar as conseqüências.
Bush disse que Saddam é um homem que gosta de jogar, por isso qualificou de falso o relatório de armas apresentado pelo Iraque no mês passado.
Enquanto Bush prepara psicologicamente a população para uma possível segunda guerra no Golfo Pérsico, o governo ordenou ontem o envio ao Kuwait de 11 mil soldados da primeira e terceira brigadas da Terceira Divisão de Infantaria.
Estes soldados se juntarão a outros 4 mil da segunda brigada, no que se considera a primeira grande mobilização de uma divisão de combate completa desde a Guerra do Golfo Pérsico em 1991.
Além disso, o Exército anunciou hoje o envio de 800 soldados especialistas em engenharia e espionagem durante as próximas semanas, como parte do deslocamento de tropas e equipamentos militares na região do Golfo. Os soldados, que se encontram na Alemanha, se deslocarão em meados de fevereiro.
Na semana passada, o chefe do Pentágono, Donald Rumsfeld, iniciou o deslocamento de tropas, aviões, navios, tanques e outros equipamentos militares que elevarão de 60 mil para 100 mil o número de soldados norte-americanos no Golfo, o maior deslocamento militar dos EUA na região em uma década. Os soldados estão destacados no Kuwait, na Arábia Saudita, no Catar, na Turquia e em outros países próximos ao Iraque.
Enquanto continuam esses planos militares, aviões de guerra dos EUA e do Reino Unido lançaram cerca de 480 mil panfletos de propaganda em duas cidades na zona de exclusão aérea do sul do Iraque, informou hoje o Comando Central em um comunicado.
Nos panfletos, as autoridades militares americanas informam aos cidadãos iraquianos sobre as freqüências de rádio que podem sintonizar para obter informação sobre os eventos em torno do Iraque.
EFE