Como principal conclusão, o relatório destacou que "a mudança climática já está em andamento", como demonstra a ocorrência cada vez maior de fenômenos meteorológicos extremos, a escassez de água em algumas regiões e o derretimento do gelo nos pólos. O fenômeno também se reflete no aumento médio de 0,95 grau centígrado das temperaturas européias, que devem aumentar "de 2 a 6 graus ao longo deste século", alertou o documento.
"A Europa tem a obrigação de olhar para além de 2012 e de suas fronteiras", pois a mudança climática é um problema "global", disse durante a apresentação do relatório a diretora da Agência Européia do Meio Ambiente, Jacqueline McGlade. Segundo a representante da Agência, é preciso haver uma maior redução das emissões de gases de efeito estufa. Embora a UE tenha conseguido limitar o aumento das temperaturas a um máximo de 2 graus, "viveremos em condições atmosféricas jamais experimentadas por seres humanos", disse.
Apesar de a mudança climática ser o desafio mais imediato, existem outras prioridades ambientais, como a luta contra a poluição atmosférica, o regulamento dos produtos químicos para reduzir seus efeitos sobre a saúde e a conservação do solo como recurso produtivo e reserva da biodiversidade.
Para avaliar a situação no continente, o documento analisou nove indicadores: emissões de gases de efeito estufa, consumo de energia, eletricidade renovável, emissões de substâncias acidificantes e de precursores do ozônio, demanda do transporte de mercadorias, superfície dedicada à agricultura ecológica, resíduos urbanos e uso de recursos hídricos.
Por países, a Espanha registrou o pior desempenho da UE no cumprimento de muitos dos objetivos ambientais do bloco, pois passou por um rápido crescimento econômico que não foi acompanhado de medidas para enfrentar os problemas que surgiram.
O relatório destacou os progressos obtidos nos últimos trinta anos graças à legislação da UE, mas também ressaltou os desafios que ainda devem ser enfrentados. A Europa "deverá usar mais as energias renováveis", afirmou o documento.
EFE