Berzoini foi presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo de 1994 a 1998, quando candidatou-se a um cargo político pela primeira vez e elegeu-se deputado federal pelo PT.
Dentro do partido, ele tem como grande aliado o ex-presidente do Sindicado dos Bancários e ex-deputado federal Luiz Gushiken (um dos assessores mais próximos de Lula), de quem herdou a base eleitoral. Berzoini só decidiu disputar uma vaga na Câmara quando Gushiken optou por deixar o Congresso e sugeriu que o amigo se candidatasse.
Gushiken é especialista em questões previdenciárias e tem em Berzoini um interlocutor nessa área. Bom articulador, Berzoini participou ativamente das negociações para a regulamentação da previdência complementar e tem dito, em entrevistas, que uma das principais ações do governo petista na área previdenciária será intensificar a fiscalização para combater as fraudes e sonegações e aumentar a arrecadação.
Nascido em Juiz de Fora (MG), Berzoini vive em São Paulo desde os dois anos de idade, quando o pai, que seguia a carreira militar, foi transferido de posto. Ele ingressou na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) de São Paulo, mas não chegou a concluir o curso. Sua vida profissional desenvolveu-se no Banco do Brasil, onde entrou com 18 anos de idade, em 1978.
Em sua gestão como presidente sindical, fundou a Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) e o Projeto Travessia, dedicado à educação de crianças e adolescentes que vivem em situação de risco nas ruas de São Paulo. Atualmente, é membro do conselho deliberativo do Travessia e diretor da Bancoop.
Como deputado, Berzoini demonstrou, desde o início, grande desenvoltura, tornando-se vice-líder do PT na Câmara. Ele já havia exercido a presidência do partido na cidade de São Paulo (1999/2000).
Especialista em finanças públicas, tem priorizado os debates sobre fiscalização do sistema financeiro, orçamento geral da União e reforma tributária. Ele foi autor do projeto que corrigiu a tabela do imposto de renda e participa como membro efetivo das Comissões de Finanças e Tributação e Comissão Especial para regulamentação do Sistema Financeiro. Foi também vice-presidente da CPI que investigou a privatização do Banespa.
Em 2002, Berzoini foi eleito pelo DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar ) pelo segundo ano consecutivo, um dos "Cabeças do Congresso Nacional". Também foi avaliado pelo jornal "Folha de S. Paulo" como "muito atuante".
Berzoini é casado e pai de três filhos. Nas eleições de outubro, reelegeu-se com cerca de 132 mil votos, o dobro da votação obtida em 1998.
Reuters