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Japoneses pedem que EUA não usem armas nucleares

Segunda, 16 de dezembro de 2002, 09h41


Uma facção regional de uma das maiores organizações japonesas de sobreviventes das bombas atômicas de 1945 pediu hoje que EUA se abstenham de utilizar suas armas nucleares em uma possível intervenção militar no Iraque.

Em uma carta enviada ao presidente americano George W. Bush, com cópia ao primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, os grupos Tokai e Hokuriku pediram a Washington que descarte a opção nuclear em uma possível guerra contra o Iraque.

A carta foi enviada como resposta à advertência feita pela Administração de Bush em 10 de dezembro de que utilizaria "uma força esmagadora" para combater as armas de destruição em massa que são empregadas contra os EUA e seus aliados.

De acordo com o relatório sobre o plano de estratégia nacional que Bush divulgou há menos de uma semana, Washington estaria disposto a utilizar seu potencial militar, incluindo armas nucleares, "para vingar-se" daqueles países "hostis" que utilizam suas armas de destruição em massa (também as biológicas e as químicas) contra os EUA e seus aliados.

Este aviso estava principalmente dirigido ao Iraque, país que os EUA suspeitam de desenvolver ou possuir em segredo armas nucleares. O grupo, pertencente à Confederação Japonesa de Organizações de Vítimas da Bomba Atômica e de Hidrogênio, disse em sua carta que a possível utilização de armas nucleares no Iraque desencadearia seu uso ilimitado em todo o mundo.

Em agosto de 1945, os Estados Unidos perpetraram os primeiros ataques nucleares da história, contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, que até este ano causaram 356 mil mortes e deixaram inúmeras pessoas doentes em decorrência das seqüelas da radioatividade.

EFE

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Terra - Brasil
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