A empresa chinesa associada à "Lunar Embassy" deteve suas operações, acusada de especulação, violação de normas estatais e até mesmo "alteração da ordem social e econômica", segundo uma nota do governo do distrito de Chaoyang citada pela agência oficial Xinhua.
A firma americana, aproveitando a euforia que as viagens de astronautas chineses despertaram no país asiático, lançou em setembro seu negócio na China. Este foi apresentado em entrevista coletiva no mês seguinte pelo homem que fundou a companhia em 1980, Dennis Hope.
Segundo a empresa, um cidadão chinês pode comprar um acre da Lua (0,405 hectare) por US$ 37, o que outorga ao proprietário o direito de usar os minerais que houver da superfície até três quilômetros baixo dela. A empresa assegurou que a venda tem base legal, já que o Tratado da ONU sobre o Espaço Exterior, assinado em 1967, estabelece que os Governos da Terra não podem reivindicar propriedade alguma sobre pedaços da Lua, mas não diz nada sobre empresas ou indivíduos.
A empresa já ofereceu terras em EUA, Alemanha, Reino Unido, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e Japão. "Isso é ridículo, a Lua pertence a toda a humanidade, portanto uma companhia não pode vendê-la", disse um cidadão chinês citado hoje pela Xinhua.
EFE