Policial segura cartucho de espingarda recuperado de gangues que atiraram contra os oficiais |
O último balanço policial, divulgado às 4h (1h de Brasília), mostra um aumento da violência usada nesta nova modalidade de guerrilha urbana, que agora não hesita em utilizar armas de fogo contra a polícia.
Em Grigny, ao sul da capital francesa, mais de 30 policiais foram feridos por disparos com armas e dois deles, ambos agentes antidistúrbios, foram hospitalizados com ferimentos de consideração, disseram fontes policiais.
"Buscavam claramente nos causar dano", disse à emissora France Indo um dos agentes feridos, que foi atingido no rosto.
O ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, visitou os dois feridos no hospital e se reuniu com outros agentes antidistúrbios.
Em outro bairro periférico de Paris, uma criança de 13 meses foi hospitalizada ao ser atingida por pedras lançadas contra um ônibus.
Três escolas foram incendiadas nos arredores de Paris, enquanto em Saint-Étienne (no sudeste francês) um jardim-de-infância foi incendiado.
No bairro de Mirail, nos arredores de Toulouse, sul da França, onde à tarde já haviam sido constatados pelo menos seis veículos queimados, dezenas de vândalos lançaram diversos objetos contra as forças da ordem, que responderam com gás lacrimogêneo.
Os jovens violentos também tentaram destruir uma estação de metrô com um carro incendiado.
Em Corbeil-Essones, também na periferia sul de Paris, dezenas de jovens encapuzados tentaram lançar de uma passagem elevada um carro contra um ônibus de agentes antidistúrbios.
Cerca de dez carros tinham sido carbonizados no início da noite nas duas grandes cidades de Normandia (noroeste), Ruan e Le Havre, onde as forças da ordem fizeram várias detenções.
Também havia notícia de outros incidentes com incêndios de veículos em cidades como Nantes (oeste), Rennes (noroeste) e Orleans (centro).
Antes de anoitecer, em Saint-Etienne, um ônibus tinha sido incendiado, e tanto o motorista como uma passageira sofreram queimaduras leves. E, em Roanne, oito caminhões foram queimados.
No norte, cerca de 48 carros tinham sido incendiados antes das onze da noite (20h de Brasília), e houve lançamento de coquetéis molotov contra uma instalação da Polícia.
A noite do sábado para domingo tinha terminado com cerca de 1,3 mil veículos incendiados, aos quais se somaram comércios, escolas, oficinas industriais, ginásios e outras instalações públicas arrasados. Quase 350 pessoas tinham sido detidas, que se somavam às mais de 500 dos dias anteriores.