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EUA: morre símbolo da luta contra preconceito racial

Terça, 25 de outubro de 2005, 03h49
Imagem de arquivo mostra Rosa Parks em homenagem no congresso americano em 1999
Imagem de arquivo mostra Rosa Parks em homenagem no congresso americano em 1999
25 de outubro de 2005
AP


Morreu ontem, aos 92 anos de idade, Rosa Parks, pioneira da luta pelos direitos civis para os negros nos Estados Unidos. Ela, que se tornou famosa após se negar a ceder seu lugar no ônibus a um homem branco, em 1955, morreu dormindo em casa, na cidade de Detroit, acompanhada por amigos e familiares.

A negativa em ceder o assento no ônibus desencadeou um movimento para acabar com a segregação racial nos EUA. Na época, por ser negra, ela era obrigada a obedecer a solicitação, por estar no conservadora parte sul do país. Acabou presa.

Sua prisão provocou a reação dos afro-americanos, que boicotaram os ônibus de Montgomery, Alabama, durante um ano. A atitude de Parks mobilizou mais de 50 mil negros em Mongomery, que começaram a protestar por seus direitos.

Um jovem pastor chamado Martin Luther King, à época desconhecido, liderou o boicote e um movimento de não violência que geraria mudanças na legislação local, estadual e federal em favor dos negros nos Estados Unidos.

A saúde de Parks se deteriorou nos últimos anos da década de 90. Por isso, ela deixou de dar entrevistas e aparecia poucas vezes em público. Em 1995, afirmou: "Gostaria que as pessoas dissessem que sou uma pessoa que sempre quis ser livre e que queria isso não apenas para mim; a liberdade é para todos os seres humanos", afirmou.

AFP
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Terra - Brasil
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