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Polícia investiga Vilma por tentativa de homicídio

Quarta, 27 de novembro de 2002, 21h21


A polícia de Goiás decidiu nesta quarta-feira reabrir o inquérito que investiga Vilma Costa por tentativa de homicídio. A mãe de criação de Pedriho, que foi denunciada pelo Ministério Público por seqüestro do garoto há 16 anso em Brasília, teria jogado o carro em cima de uma mulher depois de um acidente em 1996.

A vítima disse que já havia recebido outras ameaças. Ainda existem registrados contra Vilma mais quatro processos: dois por estelionato, um por difamação e um por crime de dano. Com isso, fica ainda mais complicada a situação da mãe de criação de Pedrinho, que é filho de Maria Auxiliadora Braule Pinto e Jayro Tapajós.

O garoto foi levado da maternidade Santa Lúcia, em Brasília, há 16 anos, e criado por Vilma com o nome de Osvaldo Júnior. Um exame de DNA comprovou a paternidade do adolescente e, agora, os pais biológicos lutam para recuperar o tempo perdido e conquistar o filho.

Devido ao caso, a polícia levantou mais uma suspeita contra a mulher. De que ela teria, também, seqüestrado e criado Roberta Jamilly Martins Borges. Um exame de DNA será realizado para saber se a jovem não é Aparecida Fernanda Ribeiro Silva, filha de Francisca Maria Ribeiro da Silva.

Duas pessoas foram intimadas a prestar depoimento amanhã no caso. O delegado Antônio Gonçalves dos Santos, 55, que reabriu oficialmente o inquérito hoje, disse que, antes de solicitar o exame de DNA, pretende ouvir até seis pessoas e analisar documentos relacionados ao caso.

Entre as pessoas estão três filhas de Vilma Costa e Guiomar Costa, irmã de Vilma. Em depoimento, ela disse que, como Pedrinho, Roberta também teria sido seqüestrada.

A criança foi levada da Maternidade de Maio, em Goiânia, há 23 anos, por uma mulher que se dizia funcionária do hospital. Semelhanças entre Roberta e Francisca, e o fato de Vilma só ter feito o registro da jovem quando ela já tinha 16 anos, sustentam as suspeitas da polícia.

Na última terça-feira, Vilma Costa fez uma declaração pública, dizendo que não seqüestrou Pedrinho e que Roberta é sua filha biológica. Ela se disse vítima e lembrou que ainda se recupera da recente perda do marido.

Um novo advogado assumiu a defesa de Vilma nos dois casos em que está sendo investigada. Max Lânio Leão disse que vai analisar bem os casos para, então, contestar as provas apresentadas até agora. O depoimento de Vilma à Justiça ainda não foi marcado.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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