A ABC, que atribuiu sua informação a fontes do Governo dos EUA, assinalou que a lista com os nomes dos 12 empresários sauditas era conhecida pelas autoridades sauditas há nove meses. As acusações foram rechaçadas por funcionários sauditas em entrevistas concedidas à cadeia de televisão CNN.
Um desses empresários seria Yassin Al-Kadi, um multimilionário com negócios em bancos, na indústria petroquímica, no comércio de diamantes e de propriedades. Conforme a ABC, as autoridades norte-americanas sabem que Al-Kadi e outros empresários da lista estão vinculados diretamente com a família real saudita. "Temo que muita gente na família real ou próximos a ela estiveram ajudando os terroristas", disse o senador republicano Richard Shelby.
Por sua vez, o senador democrata Joseph Lieberman criticou o Governo do presidente George W. Bush por não investigar a denúncia de forma mais detalhada. Já o senador republicano John McCain, questionou a política da Casa Branca para a Arábia Saudita, enquanto o senador republicano Charles Schumer, exigiu uma investigação independente por parte do inspetor geral do Departamento de Justiça. "Este Governo deveria exigir que FBI e CIA dêem conta sobre o que sabem sobre o envolvimento saudita" neste caso, disse no domingo Lieberman a CBS.
A Casa Branca elogiou hoje a Arábia Saudita como "um bom sócio", entre as crescentes críticas pelo suposto apoio financeiro aos seqüestradores de 11 de setembro. O FBI investiga se a esposa do embaixador saudita em Washington, a princesa Haifa Al Faisal -membro da família real saudita-, realizou transferências de dinheiro para dois estudantes em San Diego (Califórnia) que podem ter acabado em poder de dois terroristas do 11 de setembro.
EFE