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Advogado de Vilma Costa abandona o caso

Segunda, 25 de novembro de 2002, 19h11


O advogado da mãe de criação de Pedrinho, Ezídio Barbosa, decidiu abandonar o caso. Ele estaria tentando se reunir com Vilma Martins Costa desde a semana passada, sem sucesso. Ele também alega que não houve acerto financeiro entre as duas partes. Vilma está sendo acusada de ter seqüestrado Pedro Braule Pinto, registrado por ela como Osvaldo Borges Junior, em 21 de janeiro de 1986 do Hospital Santa Lúcia, em Brasília.

Além de responder pelo seqüestro de Pedrinho, Vilma poderá também ter que se defender de mais um crime. A polícia de Goiânia anunciou hoje que pediu o desarquivamento do processo de desaparecimento da filha de Francisca Maria Ribeiro da Silva, que ocorreu há 23 anos, e Vilma foi apontada como suspeita. As autoridades vão pedir também o exame de DNA de Roberta Jamilly Martins Borges e de Francisca, de 63, que teve uma filha recém-nascida seqüestrada em 4 de março de 1979 na Maternidade de Maio, em Goiânia.

A polícia desconfia que o registro tenha sido feito com tanto atraso para que não fosse feita a ligação com o desaparecimento do bebê. "Tenho quase certeza de que a Roberta é a criança que foi tirada do hospital. A semelhança é grande", disse o delegado-geral da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), Antonio Gonçalves Pereira.

A confirmação da maternidade poderá vir com um teste de DNA. "Estou pronta para fazer o DNA e colocar um ponto final nisso", afirmou emocionada Francisca Maria Ribeiro da Silva. Porém, Roberta já anunciou que não pretende se submeter ao exame. A estudante disse que está satisfeita com a mãe que tem e com a vida que leva. "Aqui não vai ter um segundo caso Pedrinho. Não vou fazer exame de DNA nem amarrada. Não tenho que dar satisfação a ninguém. Minha mãe é Vilma e meu pai é Jamal", afirmou.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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