Além de responder pelo seqüestro de Pedrinho, Vilma poderá também ter que se defender de mais um crime. A polícia de Goiânia anunciou hoje que pediu o desarquivamento do processo de desaparecimento da filha de Francisca Maria Ribeiro da Silva, que ocorreu há 23 anos, e Vilma foi apontada como suspeita. As autoridades vão pedir também o exame de DNA de Roberta Jamilly Martins Borges e de Francisca, de 63, que teve uma filha recém-nascida seqüestrada em 4 de março de 1979 na Maternidade de Maio, em Goiânia.
A polícia desconfia que o registro tenha sido feito com tanto atraso para que não fosse feita a ligação com o desaparecimento do bebê. "Tenho quase certeza de que a Roberta é a criança que foi tirada do hospital. A semelhança é grande", disse o delegado-geral da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), Antonio Gonçalves Pereira.
A confirmação da maternidade poderá vir com um teste de DNA. "Estou pronta para fazer o DNA e colocar um ponto final nisso", afirmou emocionada Francisca Maria Ribeiro da Silva. Porém, Roberta já anunciou que não pretende se submeter ao exame. A estudante disse que está satisfeita com a mãe que tem e com a vida que leva. "Aqui não vai ter um segundo caso Pedrinho. Não vou fazer exame de DNA nem amarrada. Não tenho que dar satisfação a ninguém. Minha mãe é Vilma e meu pai é Jamal", afirmou.